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Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Serra sanguessuga A imprensa agora vai ter que rebolar para tentar abafar o pai do monstrengo que eles mesmo criaram. Depois de ficar por meses e meses falando da operação sanguessuga, descobre-se que o pai da idéia foi nada mais nada menos do que o candidato dessa mesma imprensa marrom, o tucaníssimo José Serra. Ora pois, quem semeia vento, colhe tempestade. Agora querem transformar o bandido em mocinho. Amigos, pergunto: o crime está em montar uma máfia para ganhar dinheiro com superfaturamento de ambulâncias ou em comprar uma fita que mostra o bandidão do Serra sanguessuga em ação? Paulo Lucas Mendes - Santos (SP) Privatização da Saúde O governo paulista do PSDB-PFL entregou às Organizações Sociais (OS) de Saúde o controle sobre 18 hospitais públicos, 3 ambulatórios de especialidades e um centro de referência para idosos. Essas organizações, criadas pelo governo FHC por meio de MP em 1997 e transformada em Lei 9.637/98, recebem os imóveis, os equipamentos, os servidores e os recursos públicos. A Lei das Organizações Sociais assegura à iniciativa terceirizada o “contrato de seletividade”, pelo qual se permite que escolham onde aplicar os recursos e quem elas querem atender nos hospitais públicos que foram construidos pelo Estado. Segundo o Simesp, pacientes graves são encaminhados para outros hospitais, como acontecem nos casos do Hospital Pirajussara e no Hospital de Cotia, onde a administração das OS fechou o pronto-socorro. A Lei das OS contraria um princípio constitucional, pois autoriza a terceirização de atividades fim. Segundo o subprocurador-geral da República, Wagner Gonçalves, a Lei 9.637/1998 nega o SUS como previsto na Constituição já que introduz um vírus (as OS) que é a antítese do sistema. Segundo o SindSaúde, os baleados, as vítimas de infarto e os atropelados não entram nas unidades geridas pelas OS, eles vão para os hospitais da administração direta, que fazem cirurgia, exames laboratoriais e tratamento. Sólon Dias Santos - São Paulo (SP) Conversa pra boi dormir O governo do presidente Lula e o PT, Partido dos Trabalhadores, vêm sofrendo de forma agressiva e sistemática uma campanha difamatória. A oposição e setores conservadores da sociedade, na ânsia de tomar o poder substimando a inteligência do povo, tentam, a todo custo, num jogo sujo, passar a imagem de um governo corrupto como se o povo não tivesse capacidade para raciocinar. Se pararmos para pensar, fica impossível embarcarmos nesta história, pois os fatos desmentem os boatos. Não faz sentido, trata-se de uma questão matemática: não é possível desviar recursos e ao mesmo tempo ter dinheiro para tantas realizações! Pagar dívidas de governos anteriores com o INSS, triplicar investimentos em áreas sociais e estruturais, aumentar as reservas do país de 11 para 57 bilhões de dólares até agora, aumentar o valor real do salário mínimo, tudo com recursos gerados, sem fazer dívidas para futuros governos, sem vender o patrimônio da Nação. São fatos incontestáveis! Pelos acontecimentos, o resto são boatos ou conversa para boi dormir. Veja por exemplo: se um trabalhador tiver seu salário roubado, vai ter que vender algum bem ou tomar dinheiro emprestado para honrar seus compromissos; dinheiro não dá em árvore! A corrupção é uma desgraça muito antiga que atinge todos os setores da nossa sociedade. Imagine como era antes, quando não se podia investigar! É hora de consciência, hora de união pelo Brasil! José Simão Silva - São Paulo (SP) Aposentadorias Sou leitor assíduo do jornal HP e gostaria de saber quando vai sair o FGTS com juros de acordo com a lei, pois já se passaram vários anos e nada foi resolvido? E, também, quando será feita a revisão das aposentadorias, que se encontram bem achatadas? A Presidência da República deveria resolver este fato com a maior urgência possível. Através deste jornal queremos saber se a revisão vai sair ou não, pois o dinheiro é do trabalhador, não do governo. Antonio da Silva – São Paulo (SP) Saudoso Garrincha O famoso e saudoso técnico Zezé Moreira, durante a preleção com o time, explicou a cada jogador o que deveria fazer em campo taticamente. Só não disse nada ao Garrincha. Em sua simplicidade peculiar, o inigualável dirigiu-se ao técnico, exclamando: “O senhor não disse o que eu tenho que fazer!”. Zezé Moreira, sem titubear: “Garrincha, faça o que você quiser”. Se eu fosse uma figura notável no cenário político do meu país, eu diria a Lula: faça o que você quiser, pois há semelhança entre o saudoso craque de bola e o nosso atual presidente. Garrincha era a alegria do povo. Lula quer ver o povo feliz. Lair E. Alves – Belo Horizonte (MG) |