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O ex-secretário do Ministério do Trabalho, Oswaldo Bargas, e Jorge Lorenzetti, que ocupava a função de analista de risco da campanha, admitiram que estiveram reunidos com o repórter Ricardo Mendonça, da revista Época, com o objetivo de oferecer material jornalístico contendo denúncias do envolvimento do candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra, com a máfia dos sanguessugas. O encontro de Jorge Lorenzetti e Bargas com a revista Época, caracterizada pelo ministro Tarso Genro como “Operação Tabajara”, ocorreu no Hotel Crowne Plaza, em São Paulo. Segundo nota da revista, não houve entrega do material porque o denunciante “havia voltado atrás”. As denúncias contra Serra, feitas pela família Vedoin, acabaram sendo publicadas pela revista IstoÉ. Na matéria veiculada na última edição da revista, os Vedoin, pai e filho, relatam, em longa entrevista, que no período em que José Serra foi ministro da Saúde de FHC o esquema de vendas de ambulâncias superfaturadas era mais intenso. Os empresários afirmaram ainda que Barjas Negri, braço-direito e substituto de Serra no ministério, manteve intocável o esquema da venda de ambulâncias superfaturadas da Planam para as prefeituras.
Por outro lado, o
ex-assessor da Presidência, Freud Godoy, citado como tendo participação no
episódio do suposto dossiê contra Serra, compareceu espontaneamente na sede da
Polícia Federal em São Paulo e rechaçou as acusações feitas contra ele. Em
acareação com Gedimar Passos, que teria citado seu nome para a Polícia
Federal, Freud negou qualquer envolvimento seu com a suposta venda das
denúncias. Na acareação, Gedimar Passos não confirmou as declarações que teria
feito sobre Freud. O ministro Tarso Genro afirmou que “se for engano”, a
acusação contra Freud, seu afastamento “será reexaminado”. O vice-presidente
José Alencar também disse não acreditar no envolvimento de Freud no episódio.
“Tenho absoluta segurança de que ele é uma pessoa correta. Não acredito que
ele tenha perfil para fazer uma coisa dessas”, disse Alencar. |
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