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Editorial
A solerte manobra da mídia golpista, visando
desinformar
o público e culpar o governo pelo acidente do Airbus da Tam, elegeu, por
razões óbvias, a pista de Congonhas como a causa do desastre.
No entanto, nota-se que os corifeus da fantasiosa versão
não possuem qualificação técnica nem autoridade moral para acusar quem quer
que seja, muito menos o governo Lula, de negligência e irresponsabilidade.
O avanço das investigações se encarregará de deixar claro
que a “responsabilidade da pista” foi apenas uma nova invenção baseada na
ânsia golpista de manipular os setores mais mesquinhos e menos esclarecidos da
alta classe média para arremetê-los contra o presidente Lula.
A tarefa, no momento, é varrer esse lixo, para
desempestar o ambiente.
Porém, tão certo quanto dois e dois são quatro, deverá o
governo logo em seguida voltar-se para resolver um problema gerado pela
política tucana de terra arrasada, o duopólio da Tam e da Gol – empresas sem
tradição, que cresceram como cogumelos e não escondem sua simpatia pelo
capitalismo selvagem.
Um setor tão estratégico e sensível aos procedimentos de
segurança máxima não combina com o monopólio de empresas que apresentam tal
perfil.
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