Defesa de Cássio mostra que
não houve crime eleitoral e vai recorrer da decisão do TRE
A defesa do governador da
Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), vai entrar com um embargo declaratório e um
recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para mantê-lo no cargo e reverter
a decisão do TRE paraibano que decidiu cassá-lo (junto com seu vice José
Lacerda) na segunda-feira por 5 votos a 1.
O TRE ignorou os argumentos
da defesa do governador e acatou a acusação de abuso do poder político e
econômico, por meio da distribuição no período eleitoral de 35 mil cheques de
um programa de assistência social, através da Fundação de Ação Comunitária (FAC).
Entretanto, os advogados do
governador e da FAC mostraram que não houve crime eleitoral e que as doações a
pessoas carentes são tradicionais na Paraíba.
A lei eleitoral permite a
execução de programas assistenciais sob dois critérios: a previsão legal e
execução orçamentária anterior ao ano eleitoral. “A concessão de auxílio
financeiro está prevista na lei orçamentária de 2005 e de 2006 e a execução do
programa não é novidade, a concessão de benefícios a famílias carentes existe
há muito tempo na Paraíba, portanto, não há nenhuma irregularidade nos
benefícios concedidos pela FAC”, afirmou o advogado Luciano Pires, que faz
parte da equipe de defesa do governador.
O Siafi tem registros de
assistência social supletiva, sob a forma de ajuda financeira mediante cheque
nominal na Paraíba desde 1999.