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CUT: “Vamos às ruas para garantir o veto à emenda 3 e impedir a tentativa de golpe contra os trabalhadores”

“Este é o momento de colocar o bloco na rua para garantir que os frutos do crescimento sejam divididos com os trabalhadores, garantindo aumento real e melhorias nos acordos coletivos”, afirmou em seu manifesto a Central Única dos Trabalhadores (CUT) ao convocar a manifestação que será realizada em Brasília, no dia 15 de agosto, o “Dia Nacional de Luta”.

A CUT destaca que “após sucessivas manifestações e paralisações, voltamos às ruas para impedir a derrubada do veto do presidente Lula à emenda 3, e enterrar esta tentativa de golpe contra o nosso 13º, férias remuneradas, FGTS, vale-transporte, vale-refeição, licença-maternidade e paternidade, assistência médica e aposentadoria”.

“Exigimos a retirada imediata do Projeto de Lei Complementar (PLP 01) - pois impõe um limitador à folha de pagamento e inviabiliza novas contratações no serviço público. Para que o Estado brasileiro possa atender às necessidades do povo, o que precisamos é valorizar esses serviços e seus trabalhadores”, aponta a CUT.

“Defendemos a Previdência Pública para todos e que amplie direitos, valorização da educação pública, reforma agrária, incentivos à agricultura familiar e atualização do Índice de Produtividade. Queremos mudanças na política econômica, com redução dos juros e redução do superávit primário, para que os recursos deixem de ser drenados para a especulação e passem a servir ao desenvolvimento do país com distribuição de renda, valorização do trabalho e do meio ambiente. Some-se conosco, a hora é agora!”, convocou a central.

O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Carlos Alberto Grana, destacou que “a hora da mobilização é agora: todos juntos no dia 15 de agosto em Brasília para afirmar a força do movimento sindical e popular para o atendimento de nossas reivindicações”.

Segundo Grana, “entre os dias 13 e 15 de agosto os metalúrgicos brasileiros chegarão em peso na capital do país e montarão um acampamento para exigir o Contrato Coletivo Nacional de Trabalho, a redução da jornada, lutar contra o fator previdenciário e contra o interdito proibitório (que é usado pelos patrões para atacar o direito de greves dos trabalhadores). Juntos, vamos realizar uma grande manifestação na Esplanada dos Ministérios”.

O sindicalista alertou que este ato em Brasília acontece no momento em que o Congresso Nacional volta do recesso e que as pressões para encontrar um substitutivo à emenda 3 vinda dos empresários, retornarão ao cenário.

“As manifestações pela manutenção do veto do presidente Lula à emenda 3 - que ocorreram em todo o país, no mês passado -, evidenciou os efeitos nocivos que essa emenda pode causar à contratação do trabalho”, denunciou Grana. 

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