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UGT realiza congresso de fundação em defesa da Previdência Social e dos
direitos trabalhistas
“A bandeira de luta da UGT é a
defesa dos excluídos e o fim do trabalho escravo que ainda existe em nosso
país, por uma política de desenvolvimento econômico sustentado com mais
emprego e renda. Outro ponto chave é a unidade do movimento sindical pela
redução drástica dos juros que beneficiam a especulação financeira”, afirmou
Ricardo Patah, eleito por unanimidade presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores), no encerramento do congresso de fundação da entidade.
O congresso - realizado entre os
dias 19 e 21 de julho, no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo -
reuniu cerca de 3.000 delegados vindos de todo o país, registrando a filiação
de 600 sindicatos no evento.
“A UGT nasce forte em todas as
localidades do Brasil em defesa da Previdência Social e uma pátria livre e
soberana”, ressaltou o sindicalista.
“Temos acompanhado os debates
sobre uma possível reforma”, disse Patah completando: “Reafirmamos nossa
posição contrária a qualquer tentativa de retirar direitos previdenciários.
Lutamos por uma Previdência Social pública e universal, com inclusão e
manutenção de direitos e de todas as conquistas que estão asseguradas na CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho) e na Constituição Federal”.
Na qualidade de presidente do
Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah encabeçou uma chapa de
unidade, formada por dirigentes das três centrais que se fundiram para formar
a UGT - Central Geral dos Trabalhadores, Social Democracia Sindical e Central
Autônoma dos Trabalhadores - além de contar com a participação de
sindicalistas de entidades independentes.
“Os companheiros Antonio Carlos
dos Reis, o Salim da CGT; Enilson Simões de Moura, o Alemão da SDS; e Laerte
Teixeira da Costa, da CAT; promoveram a convergência que resultou neste novo
momento do sindicalismo brasileiro”, ressaltou Patah.
Conforme destacou Patah, uma das
plataformas da UGT é a prioridade à inclusão social, “buscando desenvolver as
estruturas do Estado para fortalecer a educação e a qualificação dos
trabalhadores, ampliando os investimentos com medidas como a desoneração da
folha de pagamento”.
Na sua avaliação, “é
inadmissível uma sociedade em que a quantidade dos excluídos ultrapassa a de
incluídos, em que somente 130 mil pessoas detêm a metade do PIB, numa brutal
concentração de renda nas mãos de poucos”.
O presidente da UGT sublinhou
que a nova entidade já tem mais de 600 Sindicatos filiados, representando mais
de 5 milhões de trabalhadores.
“Ainda temos um longo caminho a
percorrer a partir de agora”, declarou Patah acrescentando que “o
reconhecimento das centrais representa um ato fundamental do presidente Lula,
Além disso, vamos ter uma forma de custeio para trabalhar e qualificar os
representados. Defender a liberdade e autonomia sindicais, a organização no
local de trabalho e o sistema sindical composto de sindicato, federação,
confederação e central sindical, organizados livremente pelos trabalhadores”.
De acordo com Ricardo Patah, as
mobilizações vão continuar firmas nas ruas do país, para “assegurar o veto do
presidente Lula à emenda 3, que implementa a flexibilização desenfreada em
toda atividade trabalhista sem haver qualquer tipo de fiscalização”.
“Assim”, complementou o
presidentede da UGT, “as férias, o 13º salário, o descaso semanal remunerado,
o convênio médico, o FGTS, a aposentadoria por tempo de serviço, vão tudo para
o ralo, retrocedendo à lei da selva”.
A.C.
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