Abutres
A passeata foi
organizada, supostamente, para homenagear os mortos no acidente da TAM. Só
carrões importados estacionaram nos arredores do parque do Ibirapuera. Muitos
com motoristas de uniforme. Muita roupa de grife Daslu, Chanel, Versolato.
Como estava fazendo muito frio, botas italianas de pelica da Arezzo e óculos
escuros Bulgari, Chanel, Christian Dior. Como complemento indispensável, bolsa
Vitor Hugo e relógios Rolex. Muitos personal trainers e cães de raça
engrossaram a manifestação. Além das dondocas, dos personal trainers e da
cachorrada, a passeata estava cheia também de funcionários da prefeitura e do
estado de SP – segundo se soube, foram obrigados por seus chefes a comparecer.
A passeata não era para homenagear os mortos pelo acidente do avião da TAM,
mas para gritar ‘fora Lula’, ‘fora Renan’, ‘fora Marta’. Os paulistanos ricos
e imprestáveis usaram o acidente da TAM de maneira vil, para fazer política.
Imaginem a cena ridícula: dondocas e seus serviçais, de nariz vermelho,
olhando para o céu e vaiando os aviões que passavam. Tinha gente com a
bandeira do PSDB, mas tiveram que esconder a bandeira para não dar muita
bandeira. Eles dizem que é tudo apartidário. São sempre os mesmos
participantes, é a elite branca e indolente de SP, inconformada que Lula,
ex-metalúrgico, nordestino de origem, seja o melhor presidente que o Brasil já
teve.
Jussara Seixas –
por correio eletrônico
Respeito
Os donos das
emissoras de televisão deveriam ter consciência e um pouco de cidadania e
terem a iniciativa de só permitir cenas de sexo, sensualidade, violência,
roubo, furto, mentira, propagandas de álcool e fumo etc após às 22 horas. E
cabe sim ao Governo Federal fiscalizar e exigir o rigoroso cumprimento do
disposto no artigo 221 da Constituição Brasileira.
Edivan Batista
Carvalho - Brasília (DF)
Congratulações
Já estava na hora
de termos em nosso país um jornal verdadeiramente comprometido com a
informação, com a ética e fora dessa linha editorial calhorda que temos por
aí. Quem ganha com isso é o povo, cansado de ser maltratado por essa mídia
sabuja à serviço das oligarquias conservadoras. Parabéns.
Carlinhos Medeiros
– por correio eletrônico
Nota da Redação:
Suas palavras são um estímulo, leitor.
Bernardinho
Um monstro sagrado
é uma expressão aparentemente contraditória, mas no esporte significa um
atleta acima da média e distante dos demais. Os analistas buscam todo tipo de
definição e explicações para explicar o por quê surgem esses fora de série. No
esporte existem duas fases bem definidas. A fase de atleta, e pós, quando se
tornam treinadores. Nem o gênio atleta se torna um genial treinador, e muitos
nem sequer chegam a ser bons; outros razoáveis atletas se tornam geniais
treinadores. Isso desfaz logo uma das invencionices da mídia brasileira, de
que certos gênios são divinos. Se fosse, seriam nas duas fases. Na primeira
categoria, Falcão e Zico são exemplos mais conhecidos. Na segunda, Wanderley
Luxemburgo e Bernardinho dispensam comentários. Mas ambos deveriam parar de
treinar e assumir cargos administrativos que abrangessem vários esportes. Com
eles no comando, com apoio financeiro e políticas de esporte, o Brasil
deixaria de ser figurante em Olimpíadas; chegaria a número um no quadro de
medalhas. Mas parece uma triste sina brasileira a escolha de incompetentes
para gerenciamento. Bernardinho seria um genial ministro de esporte.
Pessoalmente poderia não ser tão prazeroso quanto treinar, mas seria ótimo
para o Brasil.
Pedro Cardoso da
Costa – São Paulo (SP)
Nazi-israelenses
Os crimes que o
exército de Israel cometeu contra a Humanidade têm muitas formas. Às vezes uma
invasão declarada e, às vezes, massacres planejados cometidas por milícias
terroristas. Como aconteceu na Sabra e Xatila e em Kalkilia e Dir Yassin. Às
vezes com bombas plantadas nos bairros civis. O exército de Israel deixou 4
milhões de bombas antes de fugir do campo de batalha na última invasão contra
o Líbano. Até agora mais de 30 libaneses morreram por causa dessas bombas e
mais de 200 se feriram. Estranho é eles terem coragem de chorar depois disso
tudo, acusar os outros de terrorismo e se fingirem de vítimas. Se Hitler
estivesse vivo ia aprender muito com eles. Ele não sabia da estratégia deles:
mata e chora e acusa antes de ser acusado. Ô Hitler tem alguém no nosso tempo
que passou você para trás no mundo do crime.
Hussein Shuman –
Santos (SP)