Ucrânia inaugura museu-denúncia dos crimes do imperialismo ianque
Os comunistas ucranianos
anunciaram para este mês de agosto a abertura de um museu dedicado à memória das
vitimas do imperialismo norte-americano que abrangerá “da exterminação dos
indígenas nativos da América aos crimes de guerra cometidos no Vietnã,
Iugoslávia, Afeganistão e Iraque”.
A iniciativa é uma resposta ao
“memorial” inaugurado por Bush, atolado nos crimes de guerra perpetrados a
partir da invasão do Iraque, em “memória às vitimas do comunismo”.
O líder do PC ucraniano, Leonid
Grach, declarou que o objetivo do memorial é exibir “todo o período de
massacres, começando com a morte dos nativos americanos até a discriminação
racial nos EUA, que continua até hoje”.
Grach disse que o museu terá uma
sede permanente na cidade de Simferopol, mas também contará com uma versão móvel
que fará um giro pelas principais cidades da Criméia, região localizada no sul
da Ucrânia. A exibição reunirá fotografias, mapas e copias de documentos
exibindo os crimes contra a humanidade cometidos pelo imperialismo
norte-americano.
O líder comunista declarou esperar
que a iniciativa incentive a construção de museus antiimperialistas em outras
regiões do país.
Grach acrescentou que o memorial
inaugurado por Bush em Washington agradará apenas ao seu vassalo, o presidente
ucraniano Viktor Yushchenko, mas que “será repudiado pela nação ucraniana”.
“O imperialismo norte-americano
causou substancialmente mais mortes do que as forças laranjas e seus mestres do
outro lado do oceano atribuem aos comunistas”, completou Grach.