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Delegação de Cuba desmascara forjicação e encenação da “Globo”

Cuba, que ficou em segundo lugar no quadro de medalhas, participou do encerramento dos Jogos Pan-americanos com 160 atletas. No dia anterior, a “Globo” havia colocado um desmiolado repórter no aeroporto, segundo ele porque Cuba havia antecipado a volta de seus atletas com medo de uma “debandada”.

Não durou muito tempo a encenação. A viagem de uma parte dos atletas, incluindo a equipe de vôlei, tinha sido planejada antes, em função dos horários de võo. A “debandada” só existia na cabeça de alfinete do repórter e nos desejos dos donos da “Globo”, sempre subservientes ao que de pior há nos EUA.  

Quanto ao jogador de handebol, um treinador de ginástica, e dois boxeadores, infelizmente não é todo mundo a quem a liberdade livra do espírito de escravo. Há uns poucos que não conseguem libertar-se deste último. Que tenham acedido a um tráfico particularmente repugnante, ao invés de continuarem a atuar em prol do povo cubano, ao qual devem a sua formação, e sem o qual jamais teriam se elevado a atletas internacionais, é uma vergonha para eles, e não para Cuba.

A deserção foi duramente criticada por Fidel Castro: “Cuba, cujos resultados e esforços no esporte amador nada pode negar, sofre mais que qualquer outro país, as mordidas das piranhas”. O líder cubano também acusou os Estados Unidos e a Alemanha da “repugnante compra de atletas”.  

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