Ministro José Temporão
defende licença maternidade de 6 meses
O ministro da
Saúde, José Gomes Temporão, defendeu na quarta-feira (1), durante o lançamento
nacional da Semana Mundial de Amamentação, a ampliação da licença-maternidade
de quatro para seis meses em todo o país. A proposta é da senadora e
coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do
Adolescente, Patrícia Saboya (PSB-CE) e está em discussão no Congresso com
votação prevista para este ano.
“Eu defendo
fervorosamente a ampliação da licença-maternidade. Ela permite que a mãe
fique mais tempo com o bebê, facilita o prolongamento do aleitamento nos seios
e reduz um pouco a ansiedade da mãe ao voltar ao trabalho e saber que seu
filho está em casa precisando dela ou adoentado”, ressaltou o ministro.
No Brasil, cinco
estados já adotam a licença-maternidade de seis meses para funcionárias
públicas: Ceará, Pernambuco, Amapá, Rondônia e Paraíba. Outros 49 municípios
também já concedem o benefício.
Temporão lembrou
que em várias cidades e estados, leis locais já estão ampliando o tempo de
permanência da mãe em casa ao lado do bebê. É o caso do município do Rio, onde
além da licença-maternidade são concedidos outros oito meses de licença para
as mães que amamentam.
AMAMENTAÇÃO
A enfermeira Soyama
Brasileiro, coordenadora dos bancos de leite e promoção da amamentação no
Distrito Federal, diz que é totalmente a favor do aumento da
licença-maternidade. “Se o projeto for aprovado, nós vamos trabalhar mais
ainda com aleitamento materno exclusivo até seis meses. Possivelmente vai
aumentar também o índice de doadoras de leite materno”, afirma.
Pela proposta do
projeto, elaborado em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP),
os empresários privados não vão ser obrigados a conceder os dois meses
adicionais às trabalhadoras, mas, caso decidam fazê-lo, poderão deduzir do
Imposto de Renda o dinheiro gasto nos dois meses a mais. A adoção da medida
fará parte do Programa Empresa Cidadã.
No caso do serviço
público, uma emenda ao projeto será proposta pelo relator, senador Paulo Paim
(PT-RS), para autorizar o Executivo a implantar a licença-maternidade de seis
meses no serviço público. Está sendo analisada ainda uma proposta para
prorrogar a licença-paternidade dos atuais cinco para 15 dias, e uma outra que
incentiva as micro e pequenas empresas (que já gozam de isenção fiscal) a
aderir ao Programa Empresa Cidadã.
NAYARA DE DEUS