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TAM: Sindicatos denunciam carga de trabalho desumana das tripulações e manutenção a toque de caixa na empresa

A presidente do Sindicato dos Aeronautas (formado por comissários e pilotos), Graziella Baggio, relatou que recebeu denúncias de que determinadas tripulações da TAM chegam a ultrapassar em até seis horas a carga horária, o que significa dobrar a jornada de funcionários. “Isso é extremamente preocupante, porque a regulamentação é exatamente o que garante a segurança de vôo. Nós temos inúmeras denúncias em relação à empresa (TAM), já encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho. Tentamos com a empresa a regularização de várias situações, mas não foram colocadas em prática. Agora cabe a nós aguardar que a Justiça trabalhista tome as iniciativas necessárias”, disse Graziella na terça-feira, em matéria no portal da CUT.

A presidente do sindicato informou que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) determina que a jornada dos trabalhadores do setor aéreo é de apenas seis horas, pelo nível de estresse a que são submetidos. Por isso, a extensão de horas de trabalho para essa categoria é proibida. Para o sindicato, o acréscimo das horas de trabalho pela TAM viola a CLT.

Graziella Baggio condenou também a indefinição na escala de vôo dos tripulantes, que têm suas vidas prejudicadas, pois não conseguem programar compromissos, gerando uma grande carga de tensão. “Esse é um dos maiores fatores de estresse, pois não pode garantir o que se vai fazer durante a folga. Isso interfere na saúde e na qualidade do trabalho”, advertiu a dirigente sindical.

Por seu lado, o presidente do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre (formado pelo pessoal de terra, incluindo atendentes e mecânicos), Celso Klafke, denunciou o curtíssimo tempo que os mecânicos têm para fazer o trabalho de manutenção dos aviões. Segundo ele, a TAM dá apenas 15 minutos para fazer a inspeção em quase 100 itens das aeronaves, quando elas pousam. “Qualquer um sabe que isso é pouco tempo. Alguma coisa eles (os mecânicos) não vão fazer nesses 15 minutos”, protestou. De acordo com Klafke, os mecânicos são bem capacitados, mas o tempo ideal para a manutenção em solo é de 30 a 45 minutos. “O ritmo a que eles são submetidos é desumano – muita pressão, muita responsabilidade, e isso ocasiona problemas”. 

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03/08/2007
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