1 2 3 4 5 6 7 8|Índice| Biblioteca|Assinatura|Expediente|Cartas|Não tropece na Língua
Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br | hp@webcable.com.br


Cartas

Envie sua carta:  horadopovo@horadopovo.com.br

Elite Despirocada

A elite burra e despirocada ataca novamente. Estão divulgando uma passeata em SP – na Avenida Paulista, lógico, eles não são tão idiotas a ponto de fazer isso na periferia – por e-mails e nas páginas do ORKUT. São os mesmos de sempre, é aquela elite burra que não aceita que um nordestino, ex-metalúrgico, seja o melhor presidente que o Brasil já teve. Vão usar o acidente do avião da TAM, vão fingir solidariedade com as famílias dos mortos para gritar o “fora Lula”. Como se – contra todas as evidências – o presidente Lula fosse culpado pelo acidente. Exatamente como fizeram no passado, em períodos pré-eleitorais. Vão vestir preto, vão levar faixas com dizeres agressivos, velas e flores para a farsa ficar mais emocionante. O encontro para organizar essa palhaçada será no Espaço Cultural São Paulo, que pertence à prefeitura de SP, e eles contarão com ajuda da CET. É a prefeitura de SP, do Kassab do DEM, dando apoio – e eles ainda dizem que a farsa e o desrespeito para com as famílias das vítimas do acidente não é político. E lá vai a elite burra e despirocada para mais um show de ofensas contra o presidente Lula na Paulista: madames de com seus modelitos pretos, muita maquiagem no rosto, óculos escuros escondendo a cabeça vazia, vão ser protagonistas de uma falsa solidariedade para terem seus minutos de fama. Gentinha horrorosa, escória da humanidade. Preconceituosos, não são solidários com ninguém, olham apenas para seus umbigos gordos. Não lhes interessa o que o presidente Lula esteja fazendo de bom pelo povo brasileiro, não lhes interessa que a economia do país esteja estabilizada, sem inflação, que o desemprego tenha desabado, que o povo esteja comendo mais e melhor, que o pobre esteja cursando universidade, que estejam conseguindo comprar a casa própria. Eles têm grana, não precisam disso e não estão nem um pouco preocupados com os que não têm. Eles chamam o Bolsa Família, maior programa de redistribuição de renda em todos os tempos, reconhecido e aplaudido mundialmente, de bolsa esmola. Para eles é esmola mesmo, mas para mais de 11 milhões de famílias miseráveis que necessitam do programa, é esperança, é sobrevivência, é o pão de cada dia. Não lhes interessa que FHC, o príncipe das trevas, foi expelido de seu mandato deixando para trás 54 milhões de miseráveis, (IBGE 2002), e que no governo Lula a desigualdade social tenha caído sensivelmente. Isso, para eles, não representa nada, pois acham que não os deixa mais ricos. É muito vil usar a morte trágica de dezenas de pessoas para seus interesses particulares, eleitoreiros, escusos. Não elegeram seu candidato com o voto e querem tentar um golpe contra o povo brasileiro. Não vão conseguir.

Jussara Seixas – por correio eletrônico 

Música brasileira 

Há 4 anos que a música brasileira salvou minha vida. Um belo dia de domingo em Nova Orleans - cidade que o cuidado esqueceu -, minha mãe foi na cozinha preparar uma panela de gumbo (tipo de comida crioula) com a estação de rádio ao alto volume na sala. Eu fui voltando a casa para o mais recente revés da minha vida. Quando eu abri a porta era como abrindo a porta de um outro mundo. O ritmo, tipo de jazz, ondulado mas muito experimental, acompanhado de letras bem desconhecidas tomou conta do meu ouvido dando caminho a minha consciência. Imediatamente, sem dizer “olá”, eu perguntei a minha mãe o nome do artista. “Não sei!”, respondeu, falando mais alto a música, “é música do Brasil! Esta estação toca música do Brasil todos os domingos! They be jammin!”. Tomei um copo, sentei tranqüilamente e eu passei o resto do dia na sala escutando e recordando a música brasileira. Este dia foi como uma purificação do meu coração e consciência com os belos ritmos que pareciam ser feitos da natureza e as estranhas letras, tão suaves e aconchegantes que esconderam a sabedoria de cada composição para mim. Nesta tarde eu tomei a decisão de aprender a língua portuguesa. Eu precisei iniciar meus estudos sozinha, em casa, e minha aprendizagem seguiu assim. No meu país, EUA, quando a gente fala da América, usualmente, fala de só seu próprio país, nunca incorporando o Brasil nem os outros países que compõem as Américas para o norte de Canadá até o sul da Argentina que todos os Americanos pertencem. Aprender o português abriu uma porta que escondeu o que acho ser o coração e alma da nossa América. Um verdadeiro descobrimento dos meus irmãos e irmãs que sempre existiam e um verdadeiro descobrimento de mim. Um belo dia, enquanto andava na rua, uma pequena voz na minha cabeça disse que a ignorância é nada mais que a morte mental. Acreditei na voz. Lembrei-me que foi a música brasileira que me convenceu a estudar o idioma português, abrindo minha visão e realidade do mundo. Eis porque, no início, a música brasileira salvou minha vida.

Miiky Julian Cola – por correio eletrônico 

Voltar

Paginas: 1 2  3  4  5  6  7  8

Edição
03/08/2007
1 2 3 4 5  6 7 8
 Índice
 Biblioteca

Especial

O Assassinato de Máximo Gorki

Cadernos:  1  -  2

Especial
Historia do PCUS

Cadernos: 1  -  2

Matérias Especiais
Cartas
Assinatura
Expediente