Elite Despirocada
A elite burra e
despirocada ataca novamente. Estão divulgando uma passeata em SP – na Avenida
Paulista, lógico, eles não são tão idiotas a ponto de fazer isso na periferia
– por e-mails e nas páginas do ORKUT. São os mesmos de sempre, é aquela elite
burra que não aceita que um nordestino, ex-metalúrgico, seja o melhor
presidente que o Brasil já teve. Vão usar o acidente do avião da TAM, vão
fingir solidariedade com as famílias dos mortos para gritar o “fora Lula”.
Como se – contra todas as evidências – o presidente Lula fosse culpado pelo
acidente. Exatamente como fizeram no passado, em períodos pré-eleitorais. Vão
vestir preto, vão levar faixas com dizeres agressivos, velas e flores para a
farsa ficar mais emocionante. O encontro para organizar essa palhaçada será no
Espaço Cultural São Paulo, que pertence à prefeitura de SP, e eles contarão
com ajuda da CET. É a prefeitura de SP, do Kassab do DEM, dando apoio – e eles
ainda dizem que a farsa e o desrespeito para com as famílias das vítimas do
acidente não é político. E lá vai a elite burra e despirocada para mais um
show de ofensas contra o presidente Lula na Paulista: madames de com seus
modelitos pretos, muita maquiagem no rosto, óculos escuros escondendo a cabeça
vazia, vão ser protagonistas de uma falsa solidariedade para terem seus
minutos de fama. Gentinha horrorosa, escória da humanidade. Preconceituosos,
não são solidários com ninguém, olham apenas para seus umbigos gordos. Não
lhes interessa o que o presidente Lula esteja fazendo de bom pelo povo
brasileiro, não lhes interessa que a economia do país esteja estabilizada, sem
inflação, que o desemprego tenha desabado, que o povo esteja comendo mais e
melhor, que o pobre esteja cursando universidade, que estejam conseguindo
comprar a casa própria. Eles têm grana, não precisam disso e não estão nem um
pouco preocupados com os que não têm. Eles chamam o Bolsa Família, maior
programa de redistribuição de renda em todos os tempos, reconhecido e
aplaudido mundialmente, de bolsa esmola. Para eles é esmola mesmo, mas para
mais de 11 milhões de famílias miseráveis que necessitam do programa, é
esperança, é sobrevivência, é o pão de cada dia. Não lhes interessa que FHC, o
príncipe das trevas, foi expelido de seu mandato deixando para trás 54 milhões
de miseráveis, (IBGE 2002), e que no governo Lula a desigualdade social tenha
caído sensivelmente. Isso, para eles, não representa nada, pois acham que não
os deixa mais ricos. É muito vil usar a morte trágica de dezenas de pessoas
para seus interesses particulares, eleitoreiros, escusos. Não elegeram seu
candidato com o voto e querem tentar um golpe contra o povo brasileiro. Não
vão conseguir.
Jussara Seixas –
por correio eletrônico
Música brasileira
Há 4 anos que a
música brasileira salvou minha vida. Um belo dia de domingo em Nova Orleans -
cidade que o cuidado esqueceu -, minha mãe foi na cozinha preparar uma panela
de gumbo (tipo de comida crioula) com a estação de rádio ao alto volume na
sala. Eu fui voltando a casa para o mais recente revés da minha vida. Quando
eu abri a porta era como abrindo a porta de um outro mundo. O ritmo, tipo de
jazz, ondulado mas muito experimental, acompanhado de letras bem desconhecidas
tomou conta do meu ouvido dando caminho a minha consciência. Imediatamente,
sem dizer “olá”, eu perguntei a minha mãe o nome do artista. “Não sei!”,
respondeu, falando mais alto a música, “é música do Brasil! Esta estação toca
música do Brasil todos os domingos! They be jammin!”. Tomei um copo, sentei
tranqüilamente e eu passei o resto do dia na sala escutando e recordando a
música brasileira. Este dia foi como uma purificação do meu coração e
consciência com os belos ritmos que pareciam ser feitos da natureza e as
estranhas letras, tão suaves e aconchegantes que esconderam a sabedoria de
cada composição para mim. Nesta tarde eu tomei a decisão de aprender a língua
portuguesa. Eu precisei iniciar meus estudos sozinha, em casa, e minha
aprendizagem seguiu assim. No meu país, EUA, quando a gente fala da América,
usualmente, fala de só seu próprio país, nunca incorporando o Brasil nem os
outros países que compõem as Américas para o norte de Canadá até o sul da
Argentina que todos os Americanos pertencem. Aprender o português abriu uma
porta que escondeu o que acho ser o coração e alma da nossa América. Um
verdadeiro descobrimento dos meus irmãos e irmãs que sempre existiam e um
verdadeiro descobrimento de mim. Um belo dia, enquanto andava na rua, uma
pequena voz na minha cabeça disse que a ignorância é nada mais que a morte
mental. Acreditei na voz. Lembrei-me que foi a música brasileira que me
convenceu a estudar o idioma português, abrindo minha visão e realidade do
mundo. Eis porque, no início, a música brasileira salvou minha vida.
Miiky Julian Cola –
por correio eletrônico