Presidente da TAM se enrola
ao omitir na CPI trecho de resolução sobre uso de reverso no pouso
Com denúncias de problemas
na manutenção dos aviões, excesso de carga de trabalho para as tripulações e
descumprimento de normas de segurança, o presidente da TAM, Marco Antonio
Bologna, defendeu para os deputados da CPI do setor Aéreo os “métodos
alternativos” de segurança utilizados pela empresa, e contradisse a declaração
dada por ele mesmo no dia 18 (dia seguinte ao acidente) em que descartou a
ausência de “grooving” na pista como causa do acidente.
Durante o depoimento Bologna
desdisse o que havia dito antes e afirmou aos deputados que “se houvesse
grooving, a gente poderia ter uma situação mais tranqüila”.
O Airbus da TAM pousou na
pista molhada com apenas um dos reversos funcionando. Em resolução, a Agência
Nacional de Aviação Civil (Anac) orienta os pilotos sobre os cuidados ao
pousar nessas condições: “Após o toque, confirmar a abertura dos ground
spoilers e usar o máximo reverso assim que possível”.
Na Câmara, o presidente da
empresa foi instado a ler em voz alta a resolução da Anac que estabelece
normas para pousos e decolagens em pista molhada. Entre elas o uso do reverso
(que estava “pinado”, ou desligado, no momento do acidente) no nível máximo
durante as aterrissagens. Durante a leitura, segundo os deputados, Bologna
omitiu a frase da resolução que afirma que “a tripulação deve certificar-se de
que o avião esteja com todos os sistemas necessários operando, notadamente o
reverso, o antiskid, o autobreak, etc.”.