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Esclarecimento

Em relação às informações veiculadas em nota do jornal Hora do Povo, a Alfabetização Solidária, organização da sociedade civil sem fins lucrativos que há 11 anos desenvolve ações por todo o Brasil, esclarece que:

1. O volume de recursos destinados aos parceiros pelo Brasil Alfabetizado é informação pública e está à disposição de todos nos órgãos de governo;

2. Este volume de recursos federais não foi desviado pela Alfabetização Solidária. Ele foi recebido e aplicado pela Alfabetização Solidária para atendimento de jovens e adultos em processo de alfabetização, conforme convênio formalizado entre o programa federal e a AlfaSol, e reconhecido e atestado por 48 auditorias oficiais, inclusive pela própria CGU e FNDE/MEC. Os referidos órgãos já emitiram documentos indicando que não procede nenhum tipo de questionamento quanto à aplicação dos recursos e execução das metas de atendimento conveniadas;

3. Em relação ao convênio estabelecido com o programa federal Brasil Alfabetizado, a Alfabetização Solidária tinha a responsabilidade de atender 365 mil jovens e adultos em 2003. Essa meta foi cumprida e superada, tendo a Alfabetização Solidária atendido mais de 405 mil jovens e adultos naquele ano. A Alfabetização Solidária vem superando a meta de atendimento estabelecida pelo Brasil Alfabetizado sucessivamente ano a ano desde o início do seu convênio com o programa federal. No total, a Alfabetização Solidária foi incumbida pelo Brasil Alfabetizado de atender cerca de 585 mil jovens e adultos no período entre 2003 e 2006. A Alfabetização Solidária já atendeu 653 mil jovens e adultos neste período. Tal resultado é público, consta de cadastros do próprio MEC – Ministério de Educação e vem sendo atestado e acompanhado por auditorias periódicas;

4. A Alfabetização Solidária não está sendo investigada. Periodicamente são feitas auditorias pela Controladoria Geral da União (CGU). Da mesma forma a AlfaSol se submete periodicamente a auditorias de vários órgãos, entre eles Tribunal de Contas da União (TCU) e Fundo Nacional para Desenvolvimento da Educação (FNDE), que vêm atestando a lisura da AlfaSol na gestão de verbas públicas e privadas. A aprovação dos documentos e contas da Alfabetização Solidária, aliás, foi obtida em todas as 48 auditorias, promovidas por diversos órgãos, às quais foi submetida desde 1999;

5. Segundo o próprio Ministério da Educação (MEC), a auditoria em curso está sendo realizada em todas as ONGs que recebem recursos  do Programa Brasil Alfabetizado, e não apenas na Alfabetização Solidária;

6. O relatório preliminar desta auditoria afirma que não há nenhuma irregularidade na execução do programa de alfabetização de jovens e adultos desenvolvido pela AlfaSol;

7. Todas as metas acordadas em convênios e parcerias com outras entidades públicas ou privadas foram atingidas e na maioria das vezes até superadas pela Alfabetização Solidária;

8. Desde que foi criada, há 11 anos, a AlfaSol já atendeu mais de 5 milhões de pessoas. Isso só foi possível graças a uma gestão baseada na transparência e ética na aplicação dos recursos públicos e privados;

Por fim, a Alfabetização Solidária reafirma que mantém seu compromisso, estabelecido desde a fundação, de não medir esforços para reduzir o analfabetismo no Brasil, o que vem fazendo em parceria com 108 Instituições de Ensino Superior.

Alfabetização Solidária

Nota da Redação: A notinha publicada pelo HP, que suscitou 50 linhas de evasivas, tinha apenas 8 linhas, e dizia o seguinte: “A Controladoria Geral da União (CGU) descobriu que a ONG Alfabetização Solidária, fundada por dona Ruth Cardoso, mulher de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), recebeu R$ 211 milhões do Ministério da Educação (MEC) no segundo governo de FHC, R$ 58 milhões entre 2003 e 2006 e, só no ano passado, outros R$ 8 milhões do governo federal e mais R$ 12 milhões captados de empresas. Esse dinheiro seria suficiente para alfabetizar 1,14 milhão de adultos, porém menos de 10% deste total foi alcançado, segundo estudos preliminares do Ministério da Educação. Por causa disso, o governo federal cortou os repasses para a ONG de dona Ruth.”. Após tantos esclarecimentos e considerações devemos confessar que nos sentimos desvanecidos.

 

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05/08/2007
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