Zimbábue: Tsvangirai é
corrido ao apoiar o desabastecimento
Morgan Tsvangirai, chefe do MDC foi posto pra correr de
um mercado na capital Harare após levar um bando de jornalistas estrangeiros
para mostrar o “desabastecimento” ocorrido pelo congelamento de preços
instituído pelo governo com a finalidade de controlar a inflação no país.
Tsvangirai, que conta com o apoio dos EUA e da Inglaterra e foi derrotado nas
urnas durante as eleições de 2002, no Zimba-bwe, onde o povo reelegeu o líder
da libertação do país, Robert Mugabe.
Os comparsas de Tsvangirai chegaram ao mercado Makro
gritando aos clientes para que abrissem passagem ao “Presidente”, porém foi
confrontado por clientes, entre eles a negociante Jocylene Chiwega.
“Pensei que era o presidente Mugabe e eu fiquei curiosa
porque queria ver meu presidente, porque o único que está comandando o
Zimbábue é o presidente Mugabe. Mas para minha surpresa era Morgan Tsvangirai”,
disse ela ao canal ZBC News.
Chiwega confrontou Tsavangirai e disse que ele era o
responsável pelas sanções ilegais que estão prejudicando o Zimbábue e pelo
aumento dos preços para prejudicar o governo.
Os repórteres estrangeiros que acompanhavam Tsvangirai
focavam as prateleiras vazias, ignorando as que tinham estoques.
Em seguida, o golpista foi expulso do mercado pelos
outros compradores que lhes mostravam as sacolas com as compras que haviam
acabado de realizar.
Em uma tentativa de deturpar o que ocorreu, alguns
jornais e sites disseram que a Sra. Chiwega causou “tumulto” no mercado e
“atacou jornalistas e compradores” e “insultou Tsvangirai”.
Ela declarou que vai processar essas organizações de
mídia e que não atacou ninguém. Ela afirmou que está imaginando como ela pode
ter “atacado” um monte de homens, incluindo o “bem-alimentado Tsvangirai”.
O governo do presidente Mugabe congelou os preços depois
que a cesta básica teve aumento de 200% em menos de uma semana.
As medidas do governo do país africano incluíram a prisão
de alguns comerciantes que se negaram a respeitar a decisão – que foi
bem-recebida pelos consumidores, os que mais sofriam com os exorbitantes
aumentos de preços.