Acusado de fraude,
deputado federal do PSDB fica apenas 4 horas como líder da minoria
O deputado Leonardo Vilela
(PSDB/GO), escolhido na terça-feira pelos tucanos para ser líder da minoria na
Câmara, permaneceu no cargo por apenas 4 horas. Nomeado pelo partido por volta
das 16 horas, teve que sair por volta das 20 horas porque a bancada não
conseguiu sustentar a indicação depois que foi revelado que seu nome está
incluído nas investigações da Operação Aquarela.
Leonardo Vilela é acusado de
comprar notas fiscais frias da ONG Caminhar, apontada pela Polícia Federal e o
Ministério Público do DF como pivô de um esquema, que segundo as investigações
é responsável pelo desvio de cerca de R$ 50 milhões do Banco de Brasília (BRB).
A entidade é acusada de receber recursos provenientes do banco, em troca do
pagamento de propinas a funcionários públicos.
Nos depoimentos da Operação
Aquarela, uma ex-secretária da ONG, Jeovana Drazdauskas Silva, cita o deputado
como beneficiário de notas frias emitidas pela entidade.