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Cartas

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Nome e sobrenome

A mídia já promoveu um monte de debates e sensacionalismos sobre o acidente da TAM, aproveitando, sem mínimo pudor e respeito às vítimas, a dor destes. Na verdade a temática é algo do tipo: “vamos criar uma nova crise à propósito do acidente e pôr a culpa em Lula”. Como estampou na manchete um jornal aqui de Pernambuco: “a tragédia da TAM tem nome e sobrenome: Lula da Silva”. A questão é que o caso Renan já estava “esticado” demais, urgia arrumar um assunto novo. Foi preciso esperar a caixa preta para ver que o problema estava nos freios, mas o principal é que - podia a culpa até ser da pista - mas o problema é atacar gratuitamente, sem fundamentos e no calor do momento, porque assim se diz o que quer e depois não tem reparo que apague o que foi dito. Essa propaganda toda (falo propaganda mesmo e não publicidade, para ressaltar o caráter ideológico) me preocupa em termos. Ao mesmo tempo que sinto uma reação da população, sendo até motivo de chacota os meios esdrúxulos que a canalha usa pra atacar Lula, por outro lado também vejo muita gente engolindo sapo e sendo levado por essa mídia vendida. Aproveito aqui para parabenizar a postura sempre verdadeira e crítica do HP.

Lorena M. Freitas - correio eletrônico 

Profissionais

Discordo do leitor Júlio de Oliveira, de Curitiba (PR), que, em carta ao HP de 25 a 31 de julho de 2007, chamou o cronista da revista Oiá, do grupo 1º de Abril, de “prostituta”. Trata-se de uma afronta às profissionais do sexo. Elas não merecem isso. Atenciosamente,

Lair Estanislau Alves – Belo Horizonte (MG) 

Velha civilização

É, os tempos mudaram!... Hoje, muitos dos que dizem homens de Deus fazem o oposto do que Jesus orientava. É uma pena! Assim eu penso e interpreto. A televisão existe para lazer, entretenimento e com fim informativo. De repente as TVs estão ajudando com coisas que denigrem o bom convívio social, bombardeando com coisas nocivas às mentes de crianças, adolescentes e até de pessoas adultas. Se Jesus Cristo aparecesse nos dias de hoje, a única saída para essa civilização às portas do pandemônio não poderia ser diferente daquela posição tomada em relação ao Sodoma e Gomorra. Só o fim da velha civilização repleta de vícios, orgias e coisas que até o próprio Satanás duvidaria que está vendo for substituído por uma outra, sem as velhas imundices, o mundo de vida inteligente valeria a pena continuar  no cenário do universo.

Paul Morin - Curitiba (PR) 

Crime

A reportagem de Veja no dia 11 de julho sobre Hiroshima e Nagasaki foi mais uma bomba. Talvez pior que a bomba dos EUA porque desrespeitou não somente os milhares de mortos massacrados naquela bomba, mas também os princípios da moralidade em si. Eu nunca li uma reportagem que quisesse mostrar que essas bombas foram inevitáveis ou justificáveis. Nunca nenhum jornalista do mundo tinha tido coragem de dizer isso. A Veja, no início da reportagem, falou que a bomba foi jogada para acabar com a guerra, depois no outro trecho fala que eles não sabiam dos efeitos radioativos dela para livrar os EUA de culpa. Em outro trecho a Veja fala que a bomba de Nagasaki foi jogada antes da rendição do Japão. Isso não é verdade. Como podem os acontecimentos e os princípios mudar com o passar do tempo? Se seguirmos o raciocínio da Veja então todos os criminosos podem justificar seus crimes. O ministro japonês teve coragem de pedir desculpas. Será que a Veja tem coragem de fazer a mesma coisa?

Hussein Hussein – Santos (SP) 

Iraque

Ao que parece, o antes belo Iraque, das mil e uma noites de Bagdá, está chegando ao fim, a não ser que haja alguma coisa boa que impeça. Tudo isso graças à uma invasão indevida, equivocada e criminosa dos EUA, sem motivo real. Vários locais de importância histórica e milenar no Iraque foram destruídos, além de boa parte da população dizimada. Até quando teremos de suportar tamanha crueldade? O bom senso manda que as tropas estadunidenses deixem, de uma vez por todas, as terras árabes iraquianas. Salam!

Fernando Al-Egypto – por correio eletrônico 

Investimento esportivo

Do que foi dito a respeito dos atletas que colocaram o Brasil entre as nações que mais prestigiam o esporte, gostaria que houvesse uma lei que obrigasse as estatais, como a Petrobrás, a investir em atletas do esporte olímpico (todas as categorias e principalmente as menos conhecidas). Não é possível alguém que ganha uma medalha de ouro para o nosso país trabalhe como garçom para se auto financiar porque o governo não ajuda. Querer ver o Brasil entre os melhores, todos querem, principalmente o governo, ajudar é outra história!

Franz J. Hildinger - Praia Grande (SP)

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