Até o governo inglês pede o fechamento do antro de torturas em Guantánamo
O governo da
Inglaterra pediu aos EUA, na terça-feira dia 7, o fechamento da prisão de
Guantánamo.
O ministro de
Relações Exteriores, David Miliband, transmitiu por escrito o pedido a
Condoleezza Rice, secretária de Estado de Bush e pede também a liberação de 5
prisioneiros de Guantánamo que tem direito de residência na Inglaterra.
Miliband esclareceu que a solicitação da liberação dos prisioneiros é
“coerente com o objetivo político de fechar Guantánamo”.
Os cinco
prisioneiros, identificados como Jamil el-Banna, Shaker Aamer, Omar Deghayes,
Binyam Mohammed e Abdennour Sameur, foram reconhecidos como refugiados na
Inglaterra há anos.
“Vemos isso como uma
grande mudança na posição do governo. Antes disso, a libertação de residentes
simplesmente não era pedida”, comentou Moazzam Begg, um britânico que passou
dois anos detidos em Guantánamo antes de ser libertado em 2005.
“Foram necessários
cinco anos e meio para chegarmos a esse ponto”, prosseguiu. “Há filhos que
nunca viram seus pais. Há pais que morreram enquanto seus filhos estavam
presos”, concluiu.