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Conselho de Ética acata denúncia contra deputado tucano Bragato e a máfia da CDHU

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembléia Legislativa de São Paulo acatou, na última quarta-feira (8), a denúncia contra o líder licenciado do PSDB, Mauro Bragato, e deu prazo de trinta dias para que ele apresente a sua defesa. Bragato é acusado de receber propina de uma empresa envolvida com superfaturamento de contratos com a CDHU na região de Presidente Prudente. O relator do processo será o deputado David Zaia (PPS).

Em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, o presidente do Conselho, Hamilton Pereira (único deputado de oposição no órgão), explicou que já recebeu a documentação reunida pela Procuradoria Geral de Justiça que aponta as irregularidades de Bragato. “São documentos que chegaram à procuradoria enviados pelo delegado seccional de Presidente Prudente que ouviu algumas pessoas lá da região e também do promotor público de Pirapozinho a quem o próprio delegado seccional da seccional nos enviou as cópias dos relatórios, depoimentos”, afirmou.

Segundo Pereira, “o Código de Ética estabelece que recebida a denúncia e reconhecida pelo Conselho de Ética, abre-se então um pedido para que sejam então apuradas as denúncias e recebida a defesa do deputado acusado num período de trinta dias. Eu nomeei um relator do processo, esse relator agora está incumbido de, a partir dos documentos já em posse do Conselho, fazer uma análise e produzir um relatório, um parecer, a respeito das acusações para estabelecer aí a procedência ou não das afirmações a partir das informações contidas nos relatórios”.

Bragato já responde a um processo de perda de mandato movido pela Procuradoria Eleitoral, que considerou ilegal uma doação eleitoral de R$ 40 mil que ele mesmo se fez, apesar de declarar um patrimônio de R$ 6,5 mil.

A situação de Bragato começou a se complicar no mês de maio, quando a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo desmontaram uma quadrilha que agia superfaturando e dirigindo licitações da CDHU na região de Prudente. Depoimento dos envolvidos e o livro-caixa da empresa pivô do esquema, a FT Construções, apontam que o então líder do PSDB recebia propinas mensais da empresa. O Ministério Público denunciou que constava no livro da empresa 30 anotações com as iniciais “MBR” (Mauro Bragato) ao lado de valores entre R$ 1.500 a R$ 4.000 (totalizando R$ 115 mil) e a sigla “QLN”, que segundo funcionários significava “quanto levo nisso”. 

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