Brasil inicia Parapan com
medalhas de ouro e recordes na natação
Disputado no mesmo
local dos Jogos Pan-americanos, os atletas do Parapan iniciaram a competição
neste domingo, 12, com uma bela cerimônia na Quadra da Arena Olímpica, na
Barra da Tijuca, no Rio.
Com o nadador
Clodoaldo Silva, maior esperança do Brasil na competição e dono de 11 medalhas
Paraolímpicas e mais 11 Parapan-americanos, venceu a prova dos 50 metros
livre com novo recorde mundial, nesta segunda-feira, no parque aquático Maria
Lenk. Com o tempo de 34s69, o atleta comemora medalha de ouro. Clodoaldo já
era detentor da melhor marca do mundo na categoria S4, para nadadores com
limitações físico-motoras. Ele tinha o tempo de 35s20, registrado em dezembro
do ano passado, em Durban, na África do Sul.
O atleta é o
grande nome da delegação brasileira nos Jogos do Rio de Janeiro. Para
Clodoaldo, dono de seis medalhas de ouro conquistadas nas Paraolimpíadas de
Atenas-2004, mais importante do que a vitória foi fazer um bom tempo na prova.
“Meu objetivo é melhorar minhas marcas. Se eu tivesse sido último colocado,
mas com esse tempo, estaria feliz”, afirmou.
Na categoria S5
dos 50 m livre, também para nadadores com limitações físico-motoras, mais um
ouro para o Brasil, com Daniel Dias, que marcou 34s24. Ele quebrou o recorde
Parapan-americano de 37s57, que pertencia ao norte-americano Roy Perkins desde
maio do ano passado.
A disputa feminina
da prova também teve vitória brasileira, com Edênia Garcia registrando 52s50.
O outro ouro foi conquistado pelo revezamento 4x100 m livre. O quarteto
brasileiro formado por Adriano Lima, Fabiano Machado, Mauro Brasil e André
Esteves venceu com o tempo de 4min08s47, novo recorde Parapan-americano.
Na abertura
solene, no domingo, após a tocha passar por atletas consagrados portadores de
deficiências, como o ex-jogador de futebol de 7, Sebastião Costa Neto, que
sofre de paralisia cerebral e a deficiente visual e velocista Anelise Hernany,
a pira chegou nas mãos do cadeirante Luiz Cláudio Pereira, dono de nove
medalhas Paraolímpicas, que deu início aos jogos.
Discursando, o
presidente o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, agradeceu
o apoio dos governos Federal, Estadual e Municipal do Rio de Janeiro, que
ajudaram a adequar a estrutura para os deficientes físicos.
“Vocês são o
símbolo do melhor que o esporte pode oferecer. São exemplos diários de
superação, disciplina e autoconfiança” , afirmou o presidente do COB.
Iniciada a
disputa esportiva, o Brasil começou a desenhar seu objetivo que é de ficar em
primeiro lugar no quadro geral de medalhas de ouro.