Temporão defende fundações estatais para dinamizar o SUS
O ministro da
Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o atual modelo do Sistema Único de
Saúde (SUS) “é um modelo em fase terminal, que não atende adequadamente à
expectativa do cidadão de ter um atendimento de qualidade, não atende às
expectativas dos profissionais de saúde, que se vêem em condições indignas,
desmotivados e com salários baixos”.
Para solucionar o
problema o ministro defendeu “um novo modelo jurídico institucional legal para
os hospitais e institutos federais”, chamado de fundação estatal de direito
privado. Temporão explica que “a fundação estatal é uma entidade do Estado. A
proposta não é privatizar, muito pelo contrário. É trazer para dentro do
Estado inovações que o mundo inteiro experimenta: autonomia, contratos de
desempenho, modelos mais eficientes de gestão, cobrança de resultados da
administração, remuneração por bom desempenho. Ninguém está inventando a
roda”.
O modelo está em
discussão no momento em que o Sistema de Saúde brasileiro está para completar
20 anos.
Segundo Temporão,
neste novo modelo “os novos contratados serão regidos pela Consolidação das
Leis de Trabalho (CLT), sem desprezar em momento nenhum a seleção por concurso
público, com prova e, dependendo da complexidade do cargo, com avaliação de
títulos” além de ter que cumprir metas.
“Não haverá mudança
para quem é estatutário. Ele não será obrigado a migrar para a CLT e terá seus
direitos adquiridos preservados”, ressaltou o ministro.