Venezuela desmascara a
armação:
Carregador da mala de
dólares vota em Miami e é comparsa de golpistas
“Financiados pelos
Estados Unidos, há setores que mentem deliberadamente contra os governos que
não se submetem a seus interesses, como o da Venezuela e da Argentina. Assim,
um boato repetido uma e mil vezes vira verdade. É Goebbels”, afirmou Hugo
Chávez, se referindo ao caso do elemento que viajava num avião procedente de
Caracas, transportando uma maleta que continha 800 mil dólares, na véspera da
chegada do presidente venezuelano a Buenos Aires.
A fiscalização
argentina encontrou o dinheiro na mala do empresário Guido Antonini, que se
infiltrou no avião alugado pela estatal argentina Enarsa, onde viajavam quatro
funcionários da Petróleos de Venezuela (PDVSA), e mais três da petroleira
argentina, retornando de Caracas.
MÍDIA
“Esse incidente
deve ser investigado até o fim para desmascarar como atua a mídia e os agentes
imperialistas. Querem afetar politicamente o presidente Kirchner e a candidata
a presidente, que é a sua esposa Cristina”, assinalou o presidente da Comissão
de Política Exterior da Assembléia Nacional da Venezuela, Saul Ortega.
“É conhecido que
esse senhor é um empresário mais americano que venezuelano, que seus negócios
estão nos EUA, que tem registro eleitoral em Miami. É provável que esse
dinheiro tenha origem em Washington e certamente tem como objetivo armar um
escândalo para entorpecer a integração que está marchando a passos agigantados
na América Latina”, ressaltou Ortega.
A Agência
Bolivariana de Noticias, ABN, informou que os funcionários da Enarsa, voltando
à Argentina, depois de concluir uma missão, aceitaram transportar no mesmo
avião cinco venezuelanos, sendo quatro funcionários da estatal petroleira da
Venezuela, PDVSA, que voltavam a Montevidéu e Buenos Aires: Ruth Berhrrenes,
funcionária da empresa no Uruguai; Nelly Cardozo, assessora jurídica, Wilfredo
Ávila, funcionário de protocolo, e Daniel Uzcateguy Speech, filho do
vice-presidente da estatal. O quinto passageiro, Antonini, teria pedido
“carona” para Uzcateguy, que era seu conhecido.
Foi revelado que o
empresário é vinculado ao grupo Venoco, cuja direção está integrada por Isaac
Pérez Recao, e na qual esteve Pedro Carmona Estanga, dois notórios e
fracassados golpistas. O jornal panorama assinala que Antonini é ligado também
a um dos donos do canal de televisão Globovisión.
Causou estranheza
que o empresário não esperasse que a investigação em curso pela fiscalização
do aeroporto Jorge Newbery concluísse, e partisse sem recuperar nenhuma
parcela dos recursos para Montevidéu.
O Promotor Geral
da República da Venezuela, Isaías Rodríguez, designou na segunda-feira dois
promotores com competência nacional para investigar os fatos relacionados com
o confisco dos 800 mil dólares.