Organização israelense
denuncia ‘punição coletiva contra o povo palestino’ por tropas de ocupação
A organização
israelense de direitos humanos B’Tselem denunciou em informe detalhado que o
governo de Israel tem impedido a liberdade de movimento nos territórios
palestinos ocupados por um período de sete anos.
O informe da
organização destaca que Israel mantém 47 postos policiais-militares, e 455
pontos de obstrução na Cisjordânia e que aos palestinos é proibida a
circulação em 312 quilômetros de rodovias.
“A movimentação dos
palestinos de um direito humano fundamental se tornou uma condição que os
israelenses dão ou retiram de acordo com sua vontade.
Outra imposição
criminosa é “a barreira da segregação com 80% em território da Cisjordânia”.
“As restrições
impostas por Israel são de tal forma que dividem a Cisjordânia em seis
secções. Estas divisões tem efeitos devastadores em cada aspecto da vida dos
palestinos, incluindo impedimentos de acesso a serviços médicos, dificuldades
de emprego, incertezas constantes e afetam de forma grave a economia e o
comércio em toda a região”, denuncia B’Tselem.
“As restrições
prejudicam laços familiares e sociais”, nota o informe acrescentando que
outras “ramificações negativas incluem o declínio nos serviços de
infra-estrutura e na manutenção da lei nas áreas sob responsabilidade da
Autoridade Nacional Palestina”.
“Uma grande parte
destas restrições atendem interesses ulteriores”, como fazer palestinos deixar
sua terra e rebaixar sua auto-estima e são portanto “restrições ilegais,
resultando em injustificável punição coletiva”.