Informe Publicitário
Sindicato dos Metalúrgicos de
São Paulo
Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos defende a redução
gradativa da CPMF
No momento em que o
Congresso Nacional discute sobre a prorrogação da CPMF, a Confederação
Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos defende a redução gradativa da
alíquota dessa contribuição. Nossa proposta é que se faça uma redução anual.
Sabemos que a Confederação Nacional da Indústria – CNI- propõe a redução
imediata da alíquota da CPMF, e também a definição de um cronograma para sua
extinção. Segundo a entidade patronal, somente neste ano, a contribuição
deverá colocar nos cofres públicos nada menos que R$ 36,2 bilhões. Para 2008,
a previsão é de a arrecadação chegar a R$ 39 bilhões.
Ainda segundo a CNI,
a carga tributária no Brasil cresce continuamente há mais de dez anos e
representa cerca de 35% do PIB. Concordamos com a redução da carga tributária,
desde que isso traga algum benefício para a classe trabalhadora. Porque não
tem sentido simplesmente diminuir a carga sem que haja algum ganho para o
consumidor e benefícios para a classe social mais alta.
Não vemos a CNI
pleitear redução de imposto como benefício para os trabalhadores, como também
não vemos uma ação da entidade em favor da redução da jornada de trabalho e
pela divisão dos lucros ou resultados das empresas – nossas bandeiras de lutas
com as quais os empresários sempre se colocam contra.
A Fiesp também tem
feito movimento como o “Sou contra a CPMF” e recolhendo assinaturas da
população. Há também pessoas que entendem que a CPMF deveria simplesmente ser
canalizada para a área da saúde, para a qual foi originalmente criada, em
1996, pelo então ministro da Saúde Adib Jatene. Naquele ano, começou com 0,20%
e, desde então, subiu 18 pontos, e hoje está em 0,38%.
Acontece, que o
pagamento de impostos desagrada a todos. Mas o cancelamento imediato desse
tributo pode causar desequilíbrio nas contas públicas, como alertou o deputado
federal e presidente da Força Sindical Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
Impostos são
necessários para manter o funcionamento da máquina pública, como escolas,
hospitais e segurança pública, entre outros. É desagradável, mas ainda assim
necessários. A CPMF tem a vantagem de tornar a fiscalização mais eficiente por
parte do governo, reduzindo a sonegação. Isso, porque, a CPMF se tornou um
instrumento do controle dos gastos e de toda a movimentação das contas
bancárias do cidadão. Que no futuro a CPMF se torne apenas um imposto de valor
simbólico, para efeitos unicamente de fiscalização.
Eleno
Bezerra é presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos,
do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e vice-presidente da Força Sindical