Controlador compara
declínio dos EUA com a decadência que precedeu a queda de Roma
O controlador
geral dos EUA, David Walker, comparou a atual situação de seu país com a que
precedeu a queda do Império Romano e previu “aumentos dramáticos nos imposto”,
a “redução severa nos serviços do governo” e a “rejeição em larga escala dos
papéis do Tesouro americano como instrumento de reserva pelos governos
estrangeiros”.
A avaliação do
titular da Agência de Controladoria dos EUA (instituição que trabalha para o
Congresso na avaliação das políticas públicas) foi feita em entrevista ao
jornal “Financial Times”, na terça-feira, 14, após a publicação de relatório
em que ele avalia o futuro dos EUA como “assustador”.
Walker disse ainda
que existem “notáveis semelhanças” entre a queda de Roma e o atual momento dos
EUA: “o declínio dos valores morais e da civilidade política no país, Forças
Armadas confiantes e distendidas em excesso servindo no exterior e
irresponsabilidade fiscal de parte do governo central”. “A situação parece
familiar?”, indagou Walker.
O chefe da
Controladoria, principal inspetor dos programas governamentais no país,
enfatizou que os EUA estão vivendo sobre uma “plataforma em chamas” de
políticas e práticas insustentáveis, com déficits fiscais, escassez crônica de
verbas para a saúde, problemas de imigração e compromissos militares externos,
ameaçando eclodir em crises caso medidas não sejam adotadas imediatamente. Ele
acrescentou que já havia mencionado algumas dessas questões antes, mas agora
tentava “lançar um alarme e uma convocação à ação”.
“As atuais
políticas dos EUA quanto à educação, energia, ambiente, imigração e Iraque
estão seguindo caminhos insustentáveis”, declarou. “Precisaremos de bilhões de
dólares para modernizar tudo, de rodovias a aeroportos. O recente colapso da
ponte de Minneapolis serviu como um lembrete de que precisamos despertar para
o problema”, alertou.