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Paulo Sabóia, presidente da CGTB-SP:

‘PAC, soberania e direitos são alavanca do desenvolvimento’

“Nos campos e cidades, estas bandeiras vêm mobilizando para o III Congresso e enraizando a CGTB em todo o Estado”, frisou Paulo Sabóia, convocando o evento

“Independência, soberania, ampliação de direitos e apoio ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estas são as principais bandeiras do III Congresso da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB-SP)”, afirmou Paulo Sabóia, presidente regional da entidade e diretor do Sindicato dos Empregados em Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Sindpd), ao convocar oficialmente o evento para os dias 23 e 24 de outubro, no Teatro Municipal de Araraquara.

VIGOR

Sabóia lembrou que têm sido fundamentais para o crescimento da CGTB os encontros preparatórios que se multiplicam pela capital e interior. “Nossa próxima grande plenária sindical será em Ribeirão Preto, no dia 29, onde somaremos mais entidades, do campo e da cidade, à nossa Central. Crescemos de forma vigorosa para fazer deste Congresso da CGTB São Paulo o coroamento das grandes lutas dos trabalhadores em defesa da Nação, da bandeira pela libertação e da independência econômica do Brasil, com menos juros para a ciranda financeira, mais empregos e distribuição de renda”, ressaltou. O enraizamento regional da Central, acrescentou, “tem sido potencializado com filiações de inúmeros sindicatos no setor rural, na indústria, nos servidores públicos, artistas e prestadores de serviços”.

Com esta soma de consciência, experiência e compromisso com a classe trabalhadora, destacou, “vamos fortalecer ainda mais a unidade do movimento sindical pela regulamentação das centrais, ampliando e consolidando os direitos, na luta pela defesa intransigente da Previdência Social Pública, por uma política permanente de recuperação do salário mínimo, redução da jornada de trabalho, ampliação dos cursos profissionalizantes e de requalificação da mão-de-obra no setor da indústria e da agricultura”.

“Vamos fazer frente aos ataques que as instituições públicas estão sofrendo no Estado de São Paulo, pelo atual governador. O que sobrou do patrimônio estatal encontra-se em processo de privatização e terceirização desenfreada, com a apropriação indevida e criminosa de empresas públicas, concentração de renda absurda, enquanto os salários dos servidores foram brutalmente arrochados durante os mais de 12 anos de desgovernos tucanos”, denunciou Paulo Sabóia, alertando que “o Congresso é mais uma forma de organização das entidades sindicais para pôr um fim nessa política de terra arrasada – derrotada nas urnas e nas ruas do país - na eleição que reconduziu o presidente Lula ao seu 2º mandato”.

COMPROMISSO

De acordo com Sabóia, “o resultado deste compromisso da CGTB com a Pátria, com os trabalhadores do campo e da cidade, com o artigo 8º da Constituição, a CLT, a unicidade sindical e a contribuição confederativa, fortalece a luta pela manutenção do veto presidencial à emenda 3”. “Temos denunciado nas ruas do país que essa emenda inviabiliza a fiscalização e autuação das empresas que obrigam seus empregados a se tornarem ‘pessoas jurídicas’, os chamados ‘PJs’, retirando direitos assegurados em lei. Ela representa o retrocesso nas relações do capital e trabalho, pois prevê minar o registro em carteira de trabalho, que garante ao trabalhador o direito de ter a sua aposentadoria por tempo de serviço, férias, 13º salário, licença maternidade, descanso semanal remunerado, entre outros. Tudo isso iria para o ralo”, frisou.

CONQUISTAS

Paulo Sabóia lembrou ainda dos avanços conquistados nestes últimos quatro anos, “como o compromisso do presidente de reconhecimento das centrais sindicais, que representará uma nova revolução na organização do movimento sindical; o ingresso dos negros nas universidades - com as cotas, o ProUni, a Bolsa Família, e tantas outras conquistas de cunho social, que possibilitam que a organização e a unidade dos trabalhadores, neste novo cenário, sejam fatores fundamentais para sustentar a construção de um país mais justo, mais solidário e fraterno, com trabalho, igualdade e dignidade”.

ADEMAR COQUEIRO

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22/08/2007
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