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Sucesso no Parapan-Rio faz do Brasil a maior potência paraesportiva das Américas

Os Jogos Parapan-americanos do Rio de Janeiro encerraram no domingo com grande sucesso de organização, de público e com recorde histórico de medalhas douradas para o Brasil.

Com um total de 228 medalhas, 83 de ouro, a delegação verde-amarela deixou para trás o Canadá, com 49, e pela primeira vez na história terminou um Parapan na primeira colocação no quadro geral. Além disso, um total de 20 recordes mundiais foram quebrados durante a competição, atestando o alto nível da disputa esportiva.   

Segundo estimativas do comitê organizador dos jogos, o Co-Rio, o Parapan foi assistido por cerca de 280 mil pessoas, tornando essa edição a mais vista da história dos Jogos. “O Parapan deu uma demonstração extraordinária de competitividade, de preparação, de auto-estima, de orgulho próprio”, afirmou o presidente Lula. O resultado da delegação brasileira, conforme o presidente, é “mais do que um exemplo de superação. Não existem barreiras para o ser humano e o Parapan-Americano demonstrou exatamente isso”.

O ponto alto do Brasil no Parapan foi a natação. No total, o país conquistou 39 medalhas de ouro na modalidade. Destaque para Daniel Dias, que arrematou 8 ouros, Clodoaldo Silva, com 7 e 1 prata e André Brasil, com 6 vitórias, 1 prata e 1 bronze.

“Fico feliz porque o esporte paraolímpico brasileiro está se consolidando. Temos vários esportes, várias modalidades que mostraram a força do país”, disse Clodoaldo Silva.

O sucesso brasileiro na natação se repetiu também no atletismo. Foram 25 ouros, dando destaque para Lucas Prado, Odair dos Santos e Yohansson Ferreira, com 3 vitórias cada.

“São pessoas que não teriam condições de fazer qualquer disputa se não tivesse o financiamento. O dado concreto é que o Brasil demonstrou mais uma vez: essas pessoas não precisam de favores, não precisam de esmolas, essas pessoas não querem ser tratadas como se fossem cidadão de segunda categoria, querem apenas ser tratadas com respeito e tendo oportunidades. Na medida em que a gente der oportunidade, essas pessoas conseguem fazer o sucesso que fizeram no Parapan-Americano”, concluiu.

“Escrevemos umas das páginas mais importantes do esporte brasileiro. Isso foi reconhecido por atletas, mídia e dirigentes”, afirmou o presidente do Co-Rio, Carlos Arthur Nuzman, sobre a realização do Pan e Parapan. 

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22/08/2007
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