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Exploração de hidrocarbonetos é atividade reservada ao Estado

O artigo 300, tem a ver com mudanças que assinalam a Economia Socialista: “A lei nacional estabelecerá as condições para a criação de empresas ou entidades regionais, para a promoção e realização de atividades econômicas ou sociais, sob os principios da Economia Socialista, estabelecendo os mecanismos de controle que assegurem a transparência no manejo dos recursos públicos e a razoável produtividade econômica e social”.

O artigo 302 destacará que “O Estado se reserva, por razões de soberania, desenvolvimento e interesse nacional, a atividade de exploração dos hidrocarbonetos líquidos, sólidos e gasosos”. Fechando os flancos por onde se “permitiu a privatização da PDVSA e a denominada ‘Abertura Petroleira’”.

E segue: “Assim como as explorações, serviços e bens de interesse público e de caráter estratégico. O Estado promoverá a produção nacional de matérias primas provenientes da exploração dos recursos naturais não renováveis para criar, assimilar e inovar tecnologias, gerar emprego e crescimento econômico e criar riqueza e bem estar para o povo. O Estado dará preferência ao uso de tecnologia nacional para o processamento dos hidrocarbonetos líquidos, gasosos e sólidos, especialmente daqueles cujas características constituem a maioria das reservas e seus derivados. Aqui penso na Faixa do Orinoco, principal riqueza material para nossos filhos e futuras gerações. A economia da Venezuela vai continuar crescendo, sem dúvida na agricultura, na mineração, no turismo, na indústria, mas nenhuma riqueza material que geremos vai poder se comparar com a imensa massa, o imenso mar de petróleo pesado e extra-pesado que temos a mil metros de profundidade ao norte do rio Orinoco, uma das maiores riquezas do mundo, que havemos recuperado, salvo do imperialismo e do projeto de privatização.

Temos lutado contra o latifúndio, mas acredito que na Constituição não ficou bem afiada a arma contra esse resquício do feudalismo e da colônia. O atual artigo 307, que diz “o regime latifundiário é contrário ao interesse social...”, deve iníciar com a definição “Proíbe-se o latifúndio”.

Avançamos, mas ainda há muita terra extremamente fértil na Venezuela que está ociosa. A terra, os recursos naturais, a água são muito importantes para a agricultura, para o crescimento do país, para redistribuição das atividades econômicas.

BANCO CENTRAL 

Proponho que transformemos em profundidade este sistema monetário e eliminemos todo vestígio de autonomia do Banco Central da Venezuela. O Banco Central não pode ser autônomo, esta é a visão neoliberal, essa foi a estratégia para a América Latina do Fundo Monetário Internacional, do Império. Bancos Centrais autônomos dos governos e do país e até das Constituições mas dependentes do modelo mundial de dominação, da ditadura monetária mundial. Plano perfeito para desbancar a República e caotizar o país. Quando veio o golpe petroleiro vi as reservas ladeira abaixo, na zona crítica e que todos os dias saíam até 500 milhões de dólares. Um corpo que estavam sangrando e a única forma de salvar o país era o controle de câmbio e tive que falar aos corações dos diretores toda a noite e ao despertar da aurora acederam ao controle. São aquelas posições dogmáticas, monetaristas. Enquanto isso levavam 500 milhões de dólares todos os dias!

O artigo 318 fica: “O sistema monetário nacional deve ser adequado aos fins essenciais do Estado socialista e o bem estar do povo. O executivo nacional e o Banco Central da Venezuela em estrita e obrigatória coordenação fixarão as políticas monetárias e exercerão as competências monetárias do poder nacional” e, mais adiante, “o BC é pessoa de direito público, sem autonomia, para a formulação e exercício das políticas correspondentes e suas funções serão ditadas pela política econômica geral e pelo Plano Nacional de Desenvolvimento, para alcançar os objetivos superiores do Estado socialista e maior soma de felicidade possível para todo o povo”.

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22/08/2007
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