Marion Blakey, diretora
da Administração Federal de Aviação dos EUA:
“Controle de tráfego aéreo
dos EUA usa tecnologia dos anos 50 e rotas são insuficientes e perigosas”
“A tecnologia atual do sistema de controle de tráfego
aéreo dos EUA é da década de 50 e o resultado são rotas insuficientes e
perigosas”, declarou a responsável pela Administração Federal de Aviação dos
EUA (FAA), Marion Bla-key, sobre a situação do sistema aéreo norte-americano,
informou a revista Times. “Estamos no limite”, acrescentou a administradora da
agência do governo dos EUA que regula a aviação civil do país.
Os atrasos de vôos nos EUA irão bater recorde esse ano e
a previsão é de piora para os anos seguintes, prevê a matéria. Há muitos
fatores contribuindo para esse recorde de atrasos: mais passageiros, mais
jatos regionais que levam menos passageiros, poucos controladores de vôo.
Porém, a principal razão para os atrasos e os congestionamentos é o colapso no
Sistema Nacional de Aviação (NAS), responsável pelos aeroportos e pelo
controle do tráfego aéreo.
No mês de junho, os problemas no Sistema Nacional de
Aviação causaram 32% de todos os atrasos nos vôos, de acordo com o
Departamento de Transportes.
Para aliviar os problemas dos atrasos devido ao NAS e
para prevenir o colapso do sistema, Blakey - cujo mandato termina em 13 de
setembro – está pedindo ao Congresso recursos para modernizar o sistema de
controle do trafego aéreo. Ela afirma que o atual sistema está ultrapassado e
sobrecarregado e sofrerá um colapso em 2015 se nenhuma medida for tomada
agora.
Ela informa que atualmente os aviões devem seguir rotas
definidas pelos centros de controle estacionados no chão, porém, um vôo que
cruza o país, por exemplo, passa por doze centros de controle cujos radares
demoram até 36 segundos para receber uma correta leitura da posição da
aeronave.
Blakey informa que os aviões voam a uma distancia segura,
mas o país não possui número suficiente de controladores de vôo. “Temos uma
defasagem de 1100 controladores”, confirma Doug Church, da Associação Nacional
dos Controladores Aéreos. “Os controladores estão trabalhando acima do
limite”, acrescenta.
R. CRUZ