Rafael Correa destaca
compromisso de Lula e Chávez com integração
“Há uma grande camaradagem
entre os presidentes da América do Sul e uma extraordinária coincidência
histórica de governos progressistas na região, com uma profunda vocação
integracionista”, afirmou o presidente do Equador, Rafael Correa, no sábado,
dia 18, em seu programa de rádio. Destacando que na região existe uma
conjuntura favorável à integração “que não se pode desperdiçar”.
Correa desmentiu a
existência de dois eixos políticos na região ou algum conflito entre os chefes
de Estado venezuelano, Hugo Chávez, e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
“É falso que [Chávez] esteja brigado com Lula”, ressaltou Correa. O presidente
equatoriano disse também que há muita camaradagem entre os governos
progressistas da América do Sul.
O presidente equatoriano
observou as diferenças dos processos de integração regional na América do Sul
onde algumas nações podem avançar mais rápido que outras devido a suas
questões internas.
Correa assinalou que o
“Brasil é um país com mais de 150 milhões de habitantes, bastante
burocratizado, onde é muito difícil acelerar as coisas, já que conta com duas
Câmaras, umas das quais tem 500 deputados”.
Referindo-se à Venezuela,
Correa afirmou que “Chávez conta com outro marco institucional”.
Correa destacou o avanço da
integração na região adiantando que “Venezuela, Bolívia, Argentina e Equador
vão criar o Banco do Sul”, e que o Brasil “poderá se incorporar se desejar”.
Neste contexto, disse que
“Chávez é muito sincero, sempre expressa o que sente e realmente busca a
integração”. “O país que menos necessita da integração energética é a
Venezuela e é o que mais a busca”, sublinhou Correa, “e isto se deve a
solidariedade e amizade do líder venezuelano”.