99 centros ativarão
participação popular no debate constitucional
A Venezuela concluiu na
segunda-feira, 27, a ativação de 99 circuitos eleitorais que funcionarão em
função da consulta pública sobre a reforma constitucional que será votada em
dezembro. “O que buscamos é que todo o país conheça o conteúdo da reforma e
que ao mesmo tempo possam incorporar-se a esse parlamentarismo social liderado
pela Assembléia Nacional”, declarou Dario Vivas, presidente da comissão
parlamentar de Participação Cidadã, Descentralização e Desenvolvimento
Regional.
Ele informou que as
estruturas foram ativadas para os estados de Anzoátegui, Zulia, Falcón,
Monagas e Mérida, assim como em Caracas.
O projeto de reforma abarca
33 de 350 artigos da Constituição e privilegia a propriedade social e pública,
propõe uma nova distribuição política administrativa e concede instrumentos
constitucionais ao poder popular (comunas e conselhos públicos) entre outros
temas.
A proposta feita pelo
presidente do país Hugo Chávez, foi aprovada pela Assembléia Nacional, em
primeira leitura, no último dia 21.
Conforme aquilo que o
presidente Chávez denominou parlamentarismo de rua, corresponde agora a
análise do projeto pela população, para a qual os deputados estão organizando
os circuitos eleitorais que contarão com sua participação nos debates.
O deputado Vivas adiantou
que os circuitos eleitorais trabalharão conjuntamente com as entidades sociais
que realizarão visitas casa por casa para explicar o conteúdo da proposta.
“O que buscamos”, declarou,
“é que todo o país conheça o conteúdo da reforma e que, ao mesmo tempo possa
se incorporar a este parlamentarismo social liderado pela Assembléia Nacional.
Após a aprovação pelo
parlamento, o projeto será levado a um referendo eleitoral, a partir do
critério de que não poderá haver nenhuma mudança constitucional sem o respaldo
majoritário da população venezuelana.
O chanceler venezuelano,
Nicolás Maduro, afirmou em entrevista à imprensa que as mudanças previstas no
referendo buscam criar um novo modelo social com maior atenção aos excluídos.
“Politicamente a reforma
permitirá a construção de um nível superior de desenvolvimento da liberdade,
da participação, do poder do povo e do exercício de uma democracia
representativa”, acrescentou.