Multidão em Los Angeles
condena a política de terror da Casa Branca
contra os imigrantes
Milhares de manifestantes ocuparam as ruas da cidade de
Los Angeles no sábado 25, em solidariedade à imigrante mexicana Elvira
Arellano, deportada na semana passada e exigindo uma reforma da política
migratória dos EUA que ponha fim à “política de terror” contra os imigrantes
sem documentos.
A manifestação foi organizada pela coalizão “Todos somos
Elvira e Saulito”, que é integrada por mais de 30 organizações e exigiu o fim
das prisões e deportações, que qualificou como uma “política de terror” contra
os imigrantes.
Elvira foi detida enquanto buscava refúgio em igrejas de
Los Angeles, depois de ter permanecido refugiada com seu filho Saul, de 8
anos, nascidos nos EUA, na Igreja Metodista de Chicago para evitar a
deportação. Após sua detenção, foi imediatamente deportada para Tijuana no
México.
“Elvira e seu filho precisam de nós. Ela sofreu uma
violenta e brutal deportação onde foram violadas normas internacionais”,
afirmou Javier Rodríguez um dos dirigentes da coalizão.
Angélica Salas, dirigente da Coalizão pelos Direitos
Humanos dos Imigrantes de Los Angeles, reconheceu o valor de Elvira ao
enfrentar as leis migratórias injustas dos EUA.
Com a intenção de expor a problemática dos imigrantes nos
EUA, o sacerdote Luis Angel Nieto apresentou a proposta de preparar um
percurso de Elvira pela América Latina. “As pessoas têm que saber que não
estamos vivendo no paraíso e ao mesmo tempo expor o simbolismo de Elvira, que
é um ataque contra milhares de famílias que tem sido separadas”.
O imigrante Jesus Suárez del Villar, cujo filho era um
imigrante ilegal e morreu na guerra do Iraque, denunciou que “quando querem
que ingressem no exército para lutar contra inimigos que não te fizeram nada,
não há nenhum entrave, mas quando há 3 milhões de pais não legalizados com
filhos nascidos nos EUA, que são deportados”.
ANDRÉ SANTANA