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CUT comemora 24 anos e Artur defende mobilização para avançar nas conquistas A Central Única dos Trabalhadores (CUT) reuniu na sede nacional da entidade, em São Paulo, na noite de seu aniversário de 24 anos, 28 de agosto, cerca de 250 pessoas, entre lideranças das categorias, dos movimentos sociais e representações internacionais. O secretário geral da Central, Quintino Severo, destacou a importância do lançamento, no evento, do livro “Nasce a CUT - Embates na formação de uma central classista, independente e de luta”, do pesquisador e historiador Antonio José Marques, coordenador do Centro de Documentação e Memória Sindical (Cedoc). Para Quintino, a obra contribuirá para que as novas gerações de lutadores conheçam como a entidade foi forjada. COMPANHEIROS O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, abriu sua intervenção entregando um exemplar do livro ao vice-presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), uma das lideranças dos movimentos sociais presentes. “O companheiro Bira naquela época participou ativamente dos debates da construção da nossa Central”, lembrou. Artur citou a presença dos dirigentes internacionais, como o ex-dirigente cutista Rafael Freire, atualmente na ORIT (Organização Regional Interamericana de Trabalhadores), e do cineasta Renato Tapajós,“com quem vamos fazer um resgate da história da luta da classe trabalhadora, que é fundamental para o Brasil e para o mundo todo”. O presidente cutista destacou o compromisso com o fortalecimento dos princípios de “organização, mobilização, negociação e conquista”. “Falo aqui da nossa satisfação por ter realizado uma série de atos e manifestações contra a Emenda 3 e em defesa de uma pauta concreta de reivindicações, que colocou mais de 20 mil em Brasília, mostrando visibilidade e capacidade de pressão e articulação junto ao Executivo, Legislativo e Judiciário. Infelizmente, a imprensa não deu uma linha sequer, enquanto abriu páginas para os poucos cansados que foram até a Praça da Sé. Nós não temos tempo de ficar cansados. Somos incansáveis contra a discriminação racial, contra o trabalho escravo e infantil”, acrescentou. Além do 15 de agosto em Brasília, as recentes mobilizações vitoriosas como a Marcha das Margaridas, na capital federal, e a manifestação da Apeoesp em São Paulo em defesa da educação, enfatizou Artur, “dão mais energia para esquentarmos os tambores e colocarmos 100 mil na marcha a Brasília no final do ano”. A secretária nacional de Comunicação, Rosane Bertotti, lançou oficialmente a Campanha da Logomarca dos 25 anos, que faz parte das comemorações das bodas de prata, composta por seminários, exposições, lançamentos de filmes e livros com a trajetória cutista. Rosane lembrou que só honra seu passado quem luta pelo presente em defesa das gerações futuras e sublinhou “o papel da CUT na luta contra a emenda 3, em defesa da anulação do leilão de privatização da Vale e da democratização dos meios de comunicação”. BANCÁRIOS O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Wagner Freitas, cuja categoria aniversariou com a CUT - 28 de agosto também é o Dia dos Bancários - resgatou a identidade de propostas e ideais do Ramo, que tem mais de 90% das suas entidades filiadas à Central, com a construção de um sindicalismo autônomo e de combate pelos direitos da classe. Bira defende que a unidade entre CGTB e CUT tem ampliado o poder de pressão da classe trabalhadora: “isso tem se evidenciado em conquistas como a recuperação do poder aquisitivo do salário mínimo e a manutenção do veto do presidente Lula à emenda 3, vitórias que vêm fortalecendo a mobilização pela redução das taxas dos juros, pela diminuição da jornada de trabalho e em defesa da soberania nacional, com uma política de desenvolvimento, com mais emprego e renda”. |