Dualib acusado de lavar
dinheiro e formar quadrilha com máfia russa
O presidente licenciado do
Corinthians, Alberto Dualib, foi convocado pelo Ministério Público,
terça-feira, para prestar esclarecimentos no Tribunal Regional de São Paulo
sobre as acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha na parceria
do Corinthians com a MSI.
“O Dualib obviamente alegou
inocência e disse que, se soubesse que o dinheiro da MSI era de origem
ilícita, não teria feito a parceria. Mas continuo confiando nas provas obtidas
pelo Ministério Público Federal”, relatou o promotor do MPF Sílvio Luís
Martins de Oliveira.
Na mesma terça-feira, a
Comissão interna do clube alvinegro que avalia a possibilidade de impeachment
do presidente e seu vice, Nesi Curi, fechou relatório inicial com o balanço de
contas referente ao ano de 2006, já reprovado no Conselho de Orientação
Fiscal. Indícios de má gestão poderão levar ao afastamento permanente de
Dualib da presidência corintiana.
No último dia 14, o DEIC de
São Paulo adicionou ainda uma acusação à ficha do presidente licenciado do
Corinthians: a de sonegação fiscal. Segundo a investigação, ele e Nesi Curi
teriam movimentado, entre os anos de 2002 a 2005, 29 vezes mais dinheiro do
que declararam.
O crime, supostamente
realizado antes da parceria com a MSI, se soma às já inúmeras acusações do MP,
as quais apontaram o mafioso russo Boris Beresovki e o israelense Pini Zahafi
como principais investidores da nebulosa empresa.
“O contrato não foi cumprido
desde o início e, se os investidores vierem ao Brasil, serão presos”, relatou
o conselheiro Romeu Tuma Júnior, completando que “não dá para se sentir
vitorioso porque o derrotado é o Corinthians, e não o Kia (Joorabchian) ou o
Dualib”.
Na quarta-feira, 29, foi a
vez do empresário Renato Duprat, que intermediou a parceria com os mafiosos,
depor no Tribunal Regional.