UNE encerra Jornada de
Lutas em ato contra abusos das particulares
A União Nacional dos
Estudantes (UNE) e a União Estadual dos Estudantes (UEE) realizaram na última
semana, em São Paulo, uma manifestação com centenas de estudantes,
simbolizando o encerramento da semana da Jornada Nacional de Lutas em Defesa
da Educação. Após intensas mobilizações por todo o país, a passeata acompanhou
o “corredor das particulares”, na rua Vergueiro, centro da capital paulista.
“Queremos redução
nas mensalidades que obriga colegas abandonar a sala de aula, não aceitamos
pagamento de taxas para tudo, precisamos professores mais qualificados,
liberdade para organizar os CA’s, mais democracia”, exigiu a presidente da
UNE, Lucia Stumpf.
Acompanhados por um
carro de som, os estudantes irreverentemente caracterizados iniciaram o ato em
frente à Universidade Paulista (UNIP). A segunda parada foi em frente ao
Centro Universitário Nove de Julho (Uninove), que teve suas aulas canceladas
pela reitoria quando correu a notícia da manifestação.
“O papel da
universidade é ter compromisso com a pesquisa, com o desenvolvimento de
tecnologia, desenvolvimento do país, e não com o lucro máximo em detrimento do
ensino de qualidade”, afirmou Ubiratan Santos, secretário geral da UNE. Para
ele, “o controle das universidades privadas começou quando o filho do
trabalhador passou a ter a oportunidade de entrar na universidade, através do
Prouni, mas é preciso regulamentar seu funcionamento, os abusos cometidos e
garantia de qualidade das instituições”, disse.
“As universidades
privadas do nosso país estão em uma situação inadmissível”, criticou o
presidente da UEE, Augusto Chagas.
Com a participação
das lideranças dos DCE’s, DA’s e CA’s das principais faculdades que formam o
corredor Vergueiro, da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) e
da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), foi escrito um documento com
dezoito reivindicações como a ampliação do investimento público na educação
para no mínimo 7% do PIB, entre outras.
A passeata terminou
em frente às Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) onde estuda a própria
presidente Lucia Stumpf.
ISAAC BEZERRA