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Dois milhões de americanos perderam acesso ao seguro-saúde entre 2005 e 2006, apura o Censo

O Censo dos EUA revelou na terça-feira, 28, que o número de norte-americanos que não possuem seguro-saúde aumentou em dois milhões de pessoas, em comparação a 2005, atingindo a marca recorde de 47 milhões em 2006.

O número de crianças sem cobertura médica aumentou em mais 700 mil, passando de oito milhões, em 2005, para 8,7 milhões registradas em 2006.

Drew Altman, presidente da Fundação J. Kaiser Family, ao comentar os dados do Censo, declarou que a receita das famílias praticamente não se alterou, enquanto que o custo do seguro-saúde para as empresas está aumentando muito rapidamente. “O que os números estão mostrando é um lento desgaste do sistema de direitos trabalhistas, e o seguro-saúde - um de seus pontos fundamentais – está tornando-se indisponível, e não apenas para o trabalhador médio”, acrescentou.

Como resultado, mais e mais pessoas que tem empregos – sem contar os milhões de desempregados no país – estão ficando sem seguro-saúde. Altman disse que o número de pessoas sem cobertura medica terá um grande impacto nas eleições presidenciais do ano que vem. “São números muito grandes”.

Os dados revelados pelo Censo tornaram ainda mais difícil para Bush não renovar um programa especial de cobertura médica para crianças conhecido pela sigla SCHIP. O programa expira em setembro e a Casa Branca não pretende renová-lo.

“Penso que esses números colocam o governo Bush em uma posição muito difícil de argumentar contra a expansão do SCHIP”, disse o cientista político Jonathan Oberlander, da Universidade da Carolina do Norte.

Ele afirmou que o aumento de quase 700 mil crianças sem cobertura médica concede ainda mais munição aos favoráveis à expansão do programa emergencial.

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