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Tribunal do Pentágono libera chefe da tortura da prisão de Abu Graib

Um tribunal militar norte-americano inocentou na quarta-feira, 29, o tenente coronel Steven Jor-dan, chefe do centro de interrogatórios de Abu Graib quando estourou o escândalo das torturas e abusos naquele campo de concentração dos EUA próximo a Bagdá, através de fotos divulgadas na internet.

Jordan, o único oficial levado a julgamento no caso, escapou das acusações de responsabilidade pelos maus-tratos aos presos e mal desempenho de suas funções. Durante a sentença proferida  Steven L. Jordan apenas foi repreendido por desobedecer ordens superiores para não comentar nada sobre os crimes. Ele teria feito referências aos delitos em cartas trocadas com dois colegas.

Hina Shamsi, do grupo Human Rights First, disse que permanece um “fosso de prestação de contas” entre os soldados condenados e os oficiais e autoridades do governo que referendaram as técnicas de torturas para os interrogatório.

“Nenhum caso julgado até agora tratou da questão sobre o que aconteceu, por que e até onde na cadeia de comando vai a responsabilidade por tudo isso”, cobrou Shamsi.

O júri formado por nove coronéis e um general considerou Jordan inocente das acusações de crueldade e maus-tratos por sujeitar detidos a nudez forçada e intimidá-los com cães; negligência no cumprimento do dever por não treinar nem supervisionar adequadamente soldados para regras humanas de interrogatório; e não obedecer ordens legais ao ordenar que cães fossem usados em interrogatórios sem uma aprovação superior.

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