Nilson Araújo
de Souza assume presidência do Sindicato dos Escritores
“Três grandes bandeiras representam o trabalho de Luís Toledo Machado à frente
do Sindicato dos Escritores de São Paulo, as quais assumo o compromisso de
levá-las adiante: a luta pela formulação de um projeto de nação, a valorização
da cultura nacional e a luta pelos direitos do autor”, afirmou Nilson Araújo de
Souza, ao tomar posse como novo presidente do Sindicato, no dia 29 de novembro.
Nilson é autor de mais de 10 livros, entre eles, “Ascensão e Queda do Império
Americano” e “Economia Brasileira Contemporânea: De Getúlio a Lula”.
Ao empossar a nova diretoria, o professor Toledo, ex-presidente do Sindicato,
lembrou das lutas em defesa da soberania nacional e pela redemocratização do
Brasil. “É com grande satisfação e intensa comoção que ressalto essa casa amiga
e acolhedora. Comoção, porque o que sinto pelo Sindicato dos Escritores, fruto
de trinta anos de luta e dedicação, é o que um pai sente por um filho. O
sindicato, fundado em 1970, em um período tumultuado da vida do país, lutou pela
conquista da nossa liberdade e colaborou para a criação de um projeto nacional.
Acredito que ao passar a direção às mãos competentes de Nilson Araújo de Souza,
este continuará a luta pelos mesmos ideais, pois o companheiro, junto com sua
diretoria, é um exemplo da inteligência nacional”, disse Toledo Machado.
A solenidade ocorreu no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e contou com a
participação de diversas personalidades, entre as quais o brigadeiro Sérgio
Ferolla, o vice-presidente da União Brasileira dos Escritores (UBE), Carlos
Seabra, e o professor Eduardo de Oliveira, presidente do Congresso Nacional
Afro-Brasileiro (CNAB) e autor de livros sobre a luta do negro no Brasil.
Ferolla, que recentemente publicou o livro intitulado “Nem Todo Petróleo é
Nosso”, junto com o engenheiro Paulo Metri, destacou que “neste país, que tem
uma mídia cooptada pelo poder do capital internacional apátrida, onde os livros
nacionais dificilmente circulam, a nossa juventude é o ponto delicado desta
história toda. Pois são doutrinados por este tipo de literatura importada, não
que sejam ruins, mas sua conceituação de país é deturpada. Principalmente na
imprensa escrita, falada e televisiva. Nós temos que lutar pela nossa terra,
porque um país inteligente luta pela sua terra”.
O professor Eduardo homenageou o evento cantando o Hino à Negritude, de sua
autoria.
ALEXANDRE SOUZA
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