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CPMF: blefe da oposição não resistiu a um fim de semana Votos não aparecem e oposição agora fala em adiar votação. Não sabe se acelera ou retarda
CAUTELA A anunciada tentativa de postergação da decisão revela que ou eles não tinham ou perderam nos últimos dias os votos que alardearam ter na semana passada. A explicação seria que a situação tornou-se muito apertada. Segundo pefelistas e tucanos, o adiamento agora é necessário e eles vão tentar obtê-lo através de manobras regimentais. “Vamos usar todos os prazos regimentais a que temos direito”, informou o líder do DEM, José Agripino Maia (RN). “Todo cuidado é pouco e toda cautela é recomendável neste momento”, ponderou o líder do DEM. Já o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também reconheceu a dificuldade para derrubar a prorrogação da contribuição. “Vai ser uma votação muito dura”, admitiu. “Quem disser que está com ela resolvida não está dizendo com segurança coisa nenhuma”, completou. “A votação vai ser decidida por pouquíssimos votos, dois ou três, no máximo”, disse. “Se houvesse uma estratégia para levar a votação para janeiro, seria ideal”, resignou-se o tucano. O governo, por sua vez, está confiante na aprovação do projeto e quer votar a proposta ainda nesta semana. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou a entrega de seu relatório ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Marco Maciel (DEM-PE), na terça-feira. Como as reuniões da CCJ são realizadas todas as quartas-feiras, Jucá espera que seu relatório seja apreciado na comissão para que o projeto vá ao plenário - em primeiro turno - na quinta-feira. Em discurso, na inauguração de trecho da BR-259 em Colatina (ES), o presidente Lula criticou a demagogia de alguns setores políticos em relação à prorrogação da CPMF. “Quem quer acabar? Quem quer acabar na verdade é o PFL, que torce todo santo dia para que as coisas não dêem certo neste país. Isso porque eles governaram durante 500 anos e não conseguiram fazer o que país queria que fosse feito”. “Eles agora ficam com discurso de que é muito imposto”, afirmou. “Caso a CPMF não seja aprovada, quem vai ter o prejuízo não será o governador ou o presidente, mas o povo mais pobre, já que a CPMF garante grande parte do dinheiro da saúde e de programas como o Bolsa Família”, destacou Lula, ao participar de cerimônia em que autorizou obras de urbanização do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas comunidades cariocas de Pavão-Pavãozinho e Cantagalo. “Toda vez que o país vai bem, aparecem pessoas para tentar destruir o bom momento que estamos vivendo... a última é tirar 40 bilhões de reais do Orçamento do país”, afirmou Lula, durante solenidade, em homenagem aos cem anos do arquiteto Oscar Niemeyer. “Tem uma parte dos que são contra que defendem o fim do imposto porque a CPMF é um imposto mais justo para combater sonegadores no país”, denunciou. “Acho que não temos o direito de permitir que a inveja, que a soberba e a mesquinhez de poucos possam prejudicar os milhões de homens e mulheres neste país que passaram séculos à procura de oportunidade”, prosseguiu Lula. “É com o dinheiro da CPMF”, reforçou, “que o governo continuará cuidando do programa Bolsa Família, da aposentadoria rural e da educação”. “Portanto, aqueles que votarem contra vão ter de arcar com a responsabilidade do dinheiro que vai faltar para cuidar do povo pobre deste país”, alertou. “Se fizerem uma estupidez, o Brasil pagará o preço”, afirmou. DISCURSO Lula afirmou que está tranqüilo quanto à aprovação do projeto. “Acho que os senadores, na hora de votar, vão ter a responsabilidade de perceber que podem votar”, avaliou. “Pode ter um pequeno grupo que pode agir sem responsabilidade, que é o caso do PFL, que não tem perspectiva de nada”, disse. “Mas eu tenho certeza que a CPMF vai ser aprovada”. “Eu tenho dito”, prosseguiu Lula, “que o PSDB tem cinco governos de estados importantes, como é que podem prescindir do dinheiro da CPMF? Não é possível”. “Vinte e cinco governadores querem a aprovação da contribuição, inclusive os do PSDB, que governa São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba: “Esses partidos políticos não podem ficar reféns do discurso do PFL”, frisou. Segundo Lula, “nem a União, nem os estados e municípios podem abrir mão da CPMF, que garante recursos de R$ 40 bilhões para o país”. “Quem tem responsabilidade nesse país sabe que nós precisamos desse dinheiro para fazer o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, concluiu.
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