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Tião Viana rebate “Veja” e
defende Polícia do Senado
“Acredito na integridade moral da Polícia do
Senado. É uma polícia que tem norma constitucional como manto das suas
obrigações, das suas funções. Não seria nem um pouco inteligente, muito menos
possível imaginar que a polícia do Senado sairia das suas atribuições
constitucionais para criar um caminho de investigação de arapongagem contra a
vida de um senador”, afirmou o senador Tião Viana (PT-AC), presidente em
exercício do Senado, ao refutar a acusação da revista “Veja”, desta semana, de
que “alguém ligado à Polícia do Senado” procurou um “conhecido escritório de
espionagem política” de Brasília, para levantar informações financeiras do
senador Marconi Perillo (PSDB-GO).
“Por que razão alguém escolheria o senador
Marconi Perillo para investigar? Por que não escolher os 81 senadores? Porque
não escolher algum outro senador? Essas questões têm de ser tratadas de maneira
muito mais elevada”, avaliou.
O presidente interino do Senado disse que o
corregedor da Casa, senador Romeu Tuma (PTB-SP), deve dar explicações sobre o
pedido que fez à Polícia Federal para investigar o caso. “Essa questão deve ser
tratada primeiro no âmbito do Senado”, defendeu. “E nós não podemos deixar
qualquer senador com dúvida se há ou não algum movimento conspiratório contra
ele”, acrescentou. Tuma negou que tivesse acionado a Polícia Federal sem o
consentimento do presidente interino da Casa, Tião Viana, para investigar o
caso. “Não levei. Estou levando agora. Como o senador Marconi Perillo falou,
agora ele vai ter que confirmar”, disse Tuma.
Ao ser questionado se achava a acusação
inverossímel, Tião Viana disse que não ia “fazer juízo de valor sobre a
denúncia” e que preferia acreditar na institutição. “Agora, ao confiar nessa
Polícia, eu fico mais tranqüilo ainda pela atitude que teve o diretor da Polícia
do Senado em abrir inquérito imediatamente para investigar de onde saiu tal
assunto e por que caminhos esse assunto chegou até um meio de comunicação.
Porque isso é muito importante ser esclarecido”.
Em nota, a Polícia do Senado negou envolvimento
em esquema de espionagem contra Perillo. “Com relação à reportagem veiculada
pela revista Veja sob o título Espionagem oficial, a Secretaria de Polícia do
Senado Federal nega, veementemente, seu envolvimento com qualquer órgão público
ou privado, com o objetivo de espionagem. Informa, também, que já foi
determinada a abertura de investigação policial para apurar a denúncia de que
“alguém ligado à Polícia do Senado” teria procurado um escritório de detetives
particulares para espionar um Senador da República”.
Não é a primeira vez que “Veja” tenta envolver
o senador Renan Calheiros em casos de bisbilhotagem contra senadores, visando
criar um clima anti-Renan no Senado e interferir no processo contra ele. Num
deles procurou jogar sobre o senador alagoano uma suposta ação - promovida pelo
funcionário da Presidência do Senado, Francisco Escórcio - para flagrar com
câmeras os senadores Demóstenes Torres (DEM-TO) e Marconi Perillo no hangar de
uma empresa particular de taxi aéreo. Nem Demóstenes, nem Perillo sustentaram a
acusação no Senado, apesar de protocolarem uma representação sobre o caso.
“Veja” também amplificou acusações de adversários políticos do senador Jefferson
Peres (PDT-AM) para atribuir a Renan o malfeito. Mas o senador amazonense
identificou seus inimigos por trás disso e também descartou o envolvimento de
Renan. Boatarias contra a vida financeira, feitas por adversários políticos,
contra o líder do DEM, Agripino Maia (RN), foram igualmente manipuladas para
parecer que foi Renan quem mandou bisbilhotar o senador potiguar.
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