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Máfia russa
leva Corinthians à catástrofe
O Corinthians chegou ao pior momento de seus 97
anos de história: foi rebaixado para a segunda divisão do futebol
brasileiro. Com a vitória do Goiás sobre o Internacional de Porto
Alegre, por 2 a 1 de virada, e o empate frente ao Grêmio por 1 a 1 no
Olímpico, a equipe alvinegra juntou-se ao América-RN, Juventude e Paraná
no grupo dos quatro piores times do Campeonato Brasileiro 2007.
A queda para a segunda divisão aconteceu quase
seis meses após a interrupção do contrato de parceira com a obscura MSI,
devido ao aparecimento de numerosos indícios de crimes como lavagem de
dinheiro e formação de quadrilha.
O atual presidente do Corinthians, Andrés
Sanchez, após o jogo, culpou a gestão de Alberto Dualib – da qual
participou, inclusive votando pela aprovação da MSI – pelo rebaixamento.
Ele prometeu ainda uma reformulação no futebol do clube para que o Timão
consiga voltar à elite do futebol brasileiro ainda no ano que vem.
Campeão Brasileiro de 2005, o Corinthians
começou a ser vítima do processo de desmanche, feito pela MSI, após o
fracasso na Libertadores da América do ano seguinte. Entretanto, uma
investigação da Polícia Federal, a qual veio à tona apenas nesse ano,
demonstrou que o motivo da debandada das estrelas era outro; o cerco
fechava para a arapuca representada pelo iraniano Kia Joorabchian.
Segundo o relatório da PF, os principais
“investidores” internacionais que trouxeram nomes como Mascherano, Tevez
e Nilmar ao Timão eram os mafiosos Boris Berezovski e Nojan Bedroud,
ambos proibidos de pisar em seu país de origem, a Rússia, devido à sua
condenação nos crimes de enriquecer com as privatizações pós-URSS, e até
mesmo de assassinato. Todos, incluindo Kia, com prisões decretadas
também no Brasil.
Durante o período em que o departamento de
futebol do Corinthians esteve sob o comando da MSI, o clube aprofundou
suas dificuldades financeiras, chegando a uma dívida de cerca de R$ 100
milhões. Casos como o de Nilmar, que foi contratado pela parceira, mas
não foi pago e da rescisão de contrato com o técnico Daniel Passarela
são exemplos que comprometeram a atuação do clube dentro dos gramados.
Sem condições financeiras de remontar um time de
nível para a temporada deste ano, o Corinthians recorreu à sua categoria
de base. No entanto, mesmo os talentos que surgiram, como o meia William
e o lateral Fagner, foram rapidamente vendidos para o pagamento das
dívidas contraídas nas negociatas.
Em meio a todos esses problemas, a Fiel torcida
– a maior prejudicada de toda essa história – manteve sua esperança na
equipe apoiando até o último suspiro do Timão na Série A.
THOMAS MONTEIRO
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