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Resolução da Federação dos Trabalhadores
de Imprensa de La Paz:
“Oligarquia se opõe à
Constituinte porque quer manter seus privilégios”
A Federação de Trabalhadores de Imprensa de La Paz, FTPLP, denunciou a
oligarquia
da
região mais rica da Bolívia por “pretender promover a ruptura do processo
democrático conquistado com tanta luta, e dividir o país”.
Em resolução do seu V Congresso Extraordinário, os trabalhadores da imprensa
se somaram aos camponeses, professores, comerciários, e operários
industriais para rechaçar a desintegração do país, o racismo e exigir o
respeito pela Assembléia Constituinte, com a redação da nova Carta Política
do Estado.
“A questão da capital [separatistas querem transferir a capital de La Paz,
onde se concentra a maior parte dos trabalhadores bolivianos] é uma
justificação utilizada pelas forças reacionárias para entorpecer o trabalho
da Assembléia. Também não deixa de chamar a atenção o racismo manifestado em
Sucre e no oriente do país dos que teimam em não compreender que somos uma
nação mestiça”, ressaltou o documento.
O senador do Movimento ao Socialismo, MAS, Ricardo Díaz, afirmou que “alguns
governadores e prefeitos de oposição aplicam uma receita curiosamente
parecida com a que está sendo aplicada na Venezuela. Com recursos destinados
por organismos norte-americanos montaram uma coordenação de jovens
estudantes das universidades privadas para fazer provocações e ataques ao
governo”.
“A maioria da nação, porém, defende o processo de mudanças para consolidar
um novo pacto social sem discriminação, com igualdade de direitos e
oportunidades”, ressaltou.
O vice-presidente do país, Álvaro García Linera, assinalou que “a oposição
resolveu boicotar a Constituinte porque afeta os interesses privados dos
separatistas e dos setores mais ricos do país”.
Em entrevista no canal 7 de televisão, Linera relatou que propôs um encontro
com o governador de Pando, Leopoldo Fernández; o governador de Santa Cruz,
Rubén Costas; e o presidente do Comitê cívico de Santa Cruz, Branco
Marinkovic, e “eles me deixaram plantado, apesar de que se comprometeram a
dialogar”. “Eles não tem interesse em chegar a um acordo, querem é impedir o
avanço, o desenvolvimento do país”, concluiu.
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