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Fiocruz produz drogas antiaids e derruba preço de medicamentos A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançará dois novos medicamentos que poderão integrar o Programa Nacional de DST-Aids. “Fizemos alterações na molécula. A nova droga terá custo muito mais baixo para o País”, afirmou Eduardo Azeredo Costa, diretor do Instituto Farmanguinhos da Fiocruz, acerca de um dos novos medicamentos, que está com o processo de registro de patente em andamento. A fórmula desenvolvida por Farmanguinhos é a inovação de um remédio produzido por um laboratório internacional e anteriormente comercializado no Brasil por altos preços. O segundo medicamento é uma associação de três anti-retrovirais. O laboratório Farmanguinhos, em conjunto com o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe), também passará a produzir, a partir do ano que vêm o Efavirenz, um dos principais medicamentos utilizados no combate à Aids. O medicamento, anteriormente produzido e importado pela farmacêutica Merck Sharp & Dohme, teve sua patente quebrada pelo governo federal brasileiro devido à multinacional praticar preços abusivos ao país e se recusar a aceitar a proposta de redução de valor apresentada pelo governo, que levava em conta os preços praticados em outros países. “Quando fez o licenciamento do Efavirenz, o governo deu um aviso às farmacêuticas de que o Brasil tem outras maneiras de conseguir medicamentos para seus pacientes”, afirmou Eduardo Azeredo Costa. “Há no ar um entendimento de que os laboratórios precisam negociar os preços” completou. Segundo ele, a meta é produzir cerca de 40 milhões de unidades do Efavirenz por ano, toda a quantidade necessária para a distribuição do Ministério da Saúde. “Torna-se urgente e mais do que necessária a fabricação desse medicamento, para que nós consigamos ter um acesso mais barato. O governo mostrou para a sociedade brasileira que tem condições de fabricar, então é um compromisso que o remédio apareça o mais rápido possível na sua versão genérico”, declarou o coordenador da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Veriano Terto, destacando a importância da quebra de patentes medicamentos com o intuito de facilitar o acesso da população necessitada. Um estudo realizado com dados de 2001 a 2005, realizado com a participação da Fiocruz, apontou que as negociações do governo brasileiro com as empresas farmacêuticas a fim de baixar os preços dos medicamentos anti-retrovirais, já pouparam 50% das despesas com estes produtos no país. “A economia que fizemos é resultado de vontade política e competência técnica”, afirmou o sanitarista Francisco Inácio Bastos, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em saúde e co-autor do estudo. O laboratório da Fiocruz já fabrica sete dos 17 remédios usados no coquetel anti-Aids, o que corresponde a 70 milhões de unidade por ano. Juntos, os laboratórios nacionais entregam 80% das necessidades do Ministério da Saúde para combater o HVI.
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