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Reduzir a
jornada, aprovar a legalização e fortalecer a Seguridade
Centrais sindicais
mobilizam 40 mil trabalhadores em Marcha a Brasília
“No momento em que
somos atacados pelos que querem nos tomar a contribuição sindical para quebrar a
nossa organização, realizamos a maior Marcha dos trabalhadores em Brasília”,
frisou Paulinho da Força
Tendo como mote a redução da jornada de trabalho
sem diminuição do salário, a aprovação do reconhecimento das centrais na Câmara,
mais e melhores empregos e o fortalecimento da Seguridade Social e das políticas
públicas, CUT, Força, CGTB, NCST, UGT e CTB levaram, de acordo com as centrais,
40 mil trabalhadores a Brasília nesta quarta-feira, para a 4ª Marcha da Classe
Trabalhadora.
“Com mais de 40 mil companheiros, esta é a maior
Marcha que realizamos em Brasília, e nos reforça num momento importante, em que
somos atacados por todos os lados pelos que querem tomar a contribuição sindical
para quebrar a nossa organização e retirar direitos dos trabalhadores”, destacou
o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT).
“Nossa união”, frisou, “é para fazer o Brasil crescer, mexendo na política
econômica para termos menos juros, mais emprego e mais renda”.
A caminhada rumo à Esplanada dos Ministérios
iniciou às 10 horas com gigantescos balões colorindo o cinza do dia nublado,
enquanto faixas e pirulitos eram levantados, exigindo o fim do fator
previdenciário e investimentos na saúde pública, gratuita e de qualidade,
defendendo ainda a valorização dos serviços e dos servidores públicos e o
cumprimento da Lei Maria da Penha, que penaliza a violência contra a mulher.
“Essa é a maior Marcha que já realizamos, o que
abre espaço para que o Congresso Nacional, o Tribunal de Justiça e o Palácio do
Planalto ouçam as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras,
representados aqui por suas centrais”, afirmou o presidente nacional da CUT,
Artur Henrique. O líder sindicalista destacou que a unidade em torno da
ratificação das Convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que
estabelecem o direito de organização e de negociação do trabalho no setor
público (151) e a necessidade de justificativa das demissões (158) é decisiva
para sensibilizar o parlamento e o governo.
Para o presidente da CGTB, Antonio Neto, “a
grandiosidade do ato é uma resposta à mídia carcomida que tenta nos dividir, mas
não sabe da força da nossa unidade e do nosso compromisso de defender os
direitos dos trabalhadores”. Além do reconhecimento das centrais, outro ponto
importante da mobilização, enfatizou Neto, “é a luta pelo fim do fator
previdenciário, que infelicita a classe operária quando vai se aposentar,
arrochando benefícios”.
O vice-presidente da UGT, Antonio Carlos Reis
(Salim), lembrou que a partir desta Marcha, “os donos de rádios, jornais e tevês
vão ter que engolir a verdadeira imagem do movimento sindical, que é o povo na
rua reivindicando por seus direitos, com unidade de ação e propostas para
desenvolver o país”.
Na avaliação do presidente da NCST, José Calixto
Ramos, “a 4ª Marcha foi vitoriosa e massiva porque não se refere a interesses
individuais, mas clama pelos interesses de todos os trabalhadores, da sociedade
e da própria nação. Por isso ela será seqüenciada por outras que virão, pois é
uma manifestação do povo brasileiro, pertence ao Brasil”.
O presidente da CTB, Wagner Gomes, declarou que
a unidade demonstrada pelas centrais coloca o movimento sindical num novo
patamar, onde pode ser cada vez mais um instrumento de mudanças para garantir
direitos e ampliar conquistas, sobretudo avanços na área econômica que
impulsionem o desenvolvimento com distribuição de renda.
Tendo ao fundo o samba enredo 2008 da Unidos de
Vila Isabel (RJ), cujo tema é Trabalhadores do Brasil, palavras de ordem se
multiplicaram, ampliando a pressão pela celeridade na votação da lei de
reconhecimento das centrais.
LEONARDO SEVERO
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