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Romero Jucá: “José Sarney é o melhor nome, tem experiência e tem bagagem”
O plenário do Senado escolherá esta semana o
nome que sucederá o senador Renan Calheiros (PMDB/AL), que renunciou na semana
passada, e ficará no comando da Casa até o final do mandato da mesa diretora
atual, em fevereiro de 2009.
O novo presidente deverá sair do PMDB, partido
com maior bancada e que, pela tradição, tem o direito de indicar o presidente. O
senador José Sarney (AP), que já presidiu a Casa por duas vezes, voltou a ser
lembrado como nome de consenso e o mais habilitado para ocupar o cargo embora
tenha reiterado que não candidato. “A posição dele é de não querer disputar, mas
às vezes a posição individual deve ser colocada em segundo plano para o bem
coletivo. Ele é o melhor nome, com respeito dos demais colegas”, declarou o
líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB/RR). “Todos nós temos apelado ao
presidente Sarney. Ele tem experiência, tem bagagem e às vezes isso tem que ser
colocado para dar lastro num momento de crise”.
O presidente do Conselho de Ética, senador
Leomar Quintanilha (TO), que retirou sua candidatura na segunda-feira em favor
do consenso, disse na semana passada que o senador José Sarney “é um nome que
tem uma biografia, uma história vasta, uma larga folha de serviços prestados ao
país, é um nome que dignifica o parlamento”.
Até o líder do DEM, Agripino Maia (RN)
reconheceu: “Sarney, dentro do Senado, é parte histórica do Brasil. Se o PMDB
decidir pelo nome dele, eu levarei o nome à consideração da bancada. O DEM
(ex-PFL) nunca se manifestou contra José Sarney”.
“O importante é que seja um candidato de
consenso dentro da bancada. Se assim for, haverá uma facilidade maior para se
atingir o consenso fora da bancada também”, afirmou o líder do partido, senador
Valdir Raupp (RO). Valter Pereira (MS) também retirou sua candidatura na
segunda-feira, ficando as de Garibaldi Alves (RN), Neuto de Conto (SC) e a do
senador Pedro Simon (RS).
Garibaldi Alves, primeiro senador a lançar seu
nome à sucessão de Renan, declarou que não seria “intransigente”. “Eu posso até
desistir pelo que a candidatura dele [de José Sarney] representa,
desestabilizando o quadro. Não é só apreço ao nome dele. É uma questão
matemática”, avaliou.
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