Governadores em campanha pela CPMF
No último final de semana, o governo recebeu a
confirmação de que mais dois senadores da oposição definiram apoiar a emenda que
prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira)
convencidos pelos governadores Blairo Maggi (PR) e Ivo Cassol (PPS). Outros dois
senadores de oposição foram ganhos para votar pela prorrogação.
Os 27 governadores, de todos os partidos, são
pela prorrogação da CPMF, nenhum se manifestou contra. O presidente Lula, no
programa Café com o Presidente, lembrou que “todos os quase 6 mil prefeitos do
Brasil são beneficiários da CPMF, os 27 governadores dos estados são
beneficiários da CPMF. Todo mundo sabe que o dinheiro da CPMF volta para os
estados em forma de benefício, ou seja, para a aposentadoria dos trabalhadores
rurais, para a saúde, para o Bolsa Família”.
O governo recebeu o reforço dos governadores do
PSDB, preocupados com a perda dos repasses da União para a área de saúde, que
deverão aumentar com a prorrogação da cobrança do tributo. É o caso do
governador de São Paulo, o tucano José Serra, que tem trabalhado para convencer
senadores da bancada a dar apoio à CPMF. Serra deve se encontrar também com o
presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE). O único governador do DEM,
ex-PFL, José Roberto Arruda (DF), também se engajou na briga pela aprovação do
tributo.
Do esforço pelo convencimento em defesa da CPMF
fazem parte também os governadores Aécio Neves (Minas Gerais), Cássio Cunha Lima
(Paraíba) e Teotonio Vilela Filho (Alagoas). Na semana passada, em Brasília,
Teotonio declarou que “todos os governadores do PSDB” querem a aprovação da CPMF.
“A área de saúde perde como um todo”, justificou.
Na quarta-feira passada, durante a cerimônia de
lançamento do PAC da Saúde, os governadores tucanos presentes apresentaram o
mesmo discurso em relação à prorrogação da CPMF: eles querem a aprovação da
proposta. “Há uma fratura que precisa ser sarada. O PSDB está trabalhando em um
projeto para o Brasil em 2010 e não pode cometer um erro que inviabilize 2010”,
declarou Cunha Lima.