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Uribe
propõe criação de área desmilitarizada
para
realização das negociações com as FARC
O presidente Álvaro
Uribe, anunciou, na sexta-feira última, a autorização para criar uma “zona
de encontro” entre seus representantes, membros da Igreja católica e líderes
das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, para negociar uma troca
humanitária de reféns.
Uribe indicou que a
zona terá uma extensão de pelo menos 150 quilômetros quadrados e que “deve
estar localizada num espaço rural onde não haja postos militares ou
policiais que seja necessário remover, preferivelmente sem população civil e
com presença de observadores internacionais”.
Na véspera, o
presidente colombiano tinha declarado em evento público que não permitiria
retirar militares e policiais como exigem as FARC para levar adiante as
conversações, configurando um recuo na sua posição. Porém, manteve ainda que
essa zona terá vigência de apenas 30 dias.
O chefe de Governo
assinalou que tomava essa decisão por razões humanitárias e por que entre os
retidos pelas FARC figura a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, por
cuja libertação tem intercedido o presidente da França, Nicolas Sarkozy.
Também estão retidos três cidadãos norte-americanos.
Na semana passada,
o ministro de Defesa, Juan Manuel Santos, assinalou que buscará uma
negociação direta com as FARC, conjuntamente com a França, para negociar a
troca de 45 reféns por 500 guerrilheiros presos, duas semanas depois de ter
cessado a mediação do presidente venezuelano, Hugo Chávez..
A agência de
notícias Nova Colômbia, Anncol, que divulga frequentemente as posições das
FARC, assegurou desde Estocolmo, Suécia, que o presidente Uribe tem sua
última oportunidade para conseguir o intercambio humanitário. “Se for
sincera a posição de Uribe, é imprescindível que saiba que neste momento
deve estar aberto aos requerimentos das FARC para uma negociação”, expressou
a agência, mostrando que as conversações podem ocorrer.
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