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Presidente da
Bielorússia visita Venezuela
“O
que une a Bielorússia e a Venezuela é a independência, a orientação
sóciopolítica e a construção de um mundo multipolar. Nos esforçamos pela
unificação já falada por Simón Bolívar. Por isso, chegamos ao acordo de que
vamos fortalecer, por todos os meios, nossa interação e unir esforços para
nos contrapormos ao que venha do exterior, venha de onde venha”, afirmou o
presidente da Bielorússia, Alexander Lukashenko, durante a assinatura de
acordos binacionais no estado de Anzoátegui, na Venezuela.
Os acordos
entre os países são de cooperação nas áreas econômica, comercial,
industrial, financeira, educativa, científica, tecnológica, agrícola,
cultural, militar, fiscal, segurança, alimentação e habitação.
“Prometo
que em um período de dois ou três anos vamos criar nesta maravilhosa terra
uma empresa que sempre estarás orgulhoso”, disse Lukashenko, dirigindo-se ao
líder venezuelano.
“Eu
prometo nesta terra venezuelana, em nome deste povo bom e tolerante como o
da Bielorússia, que te apoiaremos em tudo o que faça para manter a soberania
de seu país e garantir sua segurança e independência”, asseverou.
Lukashenko
expressou que “a base para continuar esta solidariedade estratégica é a
amizade sincera de ambos os povos. Chegamos ao consenso de aprofundar nossa
colaboração, nas esferas econômica, política, técnico-científica e
comunitária”.
O
presidente venezuelano honrou ao presidente da Bielorússia com o Colar Ordem
do Libertador.
Um dos
principais acordos consiste na criação da Empresa Petroleira Mista
binacional. Os chefes de Estado inauguraram a placa fundacional da unidade
de produção. A empresa extrairá 18 mil barris de petróleo por dia no campo
de Guará Leste no estado de Anzoátegui, o campo possui 1 bilhão 360 milhões
de barris de petróleo. Com o acordo se asseguram os níveis de produção que
permitem o transporte do petróleo às refinarias da Bielorússia em condições
mutuamente vantajosas.
Durante o
ato de assinatura de 9 instrumentos de cooperação, Chávez demarcou as
distancias entre os convênios que foram assinados com a Bielorússia e os
mecanismos que os Estados Unidos tentam impor no continente.
“Os
Estados Unidos arrancam a alma dos povos. Com a ALCA e os TLC o que pretende
é impor para sempre seu modelo de dominação. Que diferentes estes tratados
que sujam a independência, que sujam a soberania”, disse Chávez.
“Hoje
somos livres, e na medida em que nos unimos muito mais, que juntemos nossos
potenciais, poderemos dizer, não que só nós somos livres, mas também os
nossos filhos e netos na Venezuela e Bielorússia, e mais adiante poderão
seguir cantando: somos livres, somos livres, em um mundo novo”, acrescentou.
Chávez
destacou a luta que a Bielorússia tem mantido na defesa do socialismo e os
avanços conquistados, como o desenvolvimento da industria e o crescimento
para satisfazer as necessidades humanas que permitam proporcionar bem-estar
ao povo bielorusso.
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