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Ibama finalmente
libera início dos estudos de impacto de Belo Monte
O
termo de referência para a realização do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da
hidrelétrica de Belo Monte foi entregue pelo Ibama na última quinta-feira à
estatal Eletronorte, que comanda o projeto.
O Complexo Hidrelétrico Belo Monte, localizado
no Rio Xingu, no Pará, será o terceiro maior aproveitamento hidrelétrico do
mundo, com 11.182 MW de potência instalada, quase o dobro das duas hidrelétricas
que serão construídas no Rio Madeira (Jirau – 3.300 MW – e Santo Antônio – 3.100
MW). É uma das usinas previstas no PAC e para dar sustentação ao crescimento
brasileiro nos próximos anos.
Depois de uma série de entraves do
ambientaleirismo de plantão, que tentou impedir inclusive os estudos que podem
indicar possíveis impactos ambientais – e como amenizá-los, o aproveitamento da
capacidade hídrica da região Norte do Brasil começa a ser desobstruído.
O termo de referência, que é o primeiro passo
para a liberação ambiental do projeto e lista as questões que devem ser
respondidas no EIA, foi entregue um ano e dez meses depois de iniciado o
licenciamento com a ficha de abertura do processo no Ibama.
Na segunda-feira, a Usina de Santo Antônio foi a
leilão. Com um lance de R$ 78,87 o megawatt-hora para o preço de venda da
energia, o consórcio liderado pela estatal Furnas Centrais Elétricas saiu
vencedor.
Além de Furnas, que acompanhou o projeto desde o
seu início e deterá 39% do empreendimento, o Consórcio Madeira Energia é formado
por um fundo composto pelos bancos Santander e Banif (20%); a Odebrecht
Investimentos em Infra-Estrutura (17,6%) e Construtora Norberto Odebrecht (1%);
a Andrade Gutierrez Participações (12,4%); e a Cemig Geração e Transmissão
(10%).
De acordo com a Aneel, as estatais brasileiras
tiveram sua participação limitada pelo edital para atrair capital privado, mas
70% do custo total da usina, estimado em R$ 10 bilhões, será coberto por
financiamento do BNDES.
MARIANA MOURA |