Berzoini e Tatto vão ao 2º turno defendendo um PT forte em apoio às mudanças de
Lula
Os deputados Ricardo Berzoini (SP) e Jilmar
Tatto (SP), que disputam a presidência nacional do PT no segundo turno da
eleição interna do partido, debateram na quarta-feira os rumos do partido em
evento que aconteceu na sede nacional da sigla, em Brasília. Durante mais de uma
hora, os dois candidatos apresentaram suas propostas com relação à condução do
PT nos próximos dois anos, além de responderem a perguntas e questionamentos de
apoiadores das duas candidaturas.
O acúmulo político conquistado pelo PT nas
eleições de 2006, com a reeleição de Lula à presidência da República, a maior
votação para deputados federais entre todas as legendas e a conquista de cinco
governos estaduais foi destacada pelos dois candidatos. Ambos creditaram o
resultado obtido pela sigla ao grande esforço realizado pela direção nacional
que foi eleita em 2005.
Tanto Berzoini como Tatto consideram a
preparação do PT para a disputa das eleições presidenciais em 2010 um dos
grandes desafios para o partido.
Segundo Berzoini, uma candidatura própria do
partido à sucessão de Lula deve passar pela construção de um cenário político
favorável, com a elaboração de um programa que não tenha somente o apoio dos
partidos aliados, mas do conjunto da sociedade brasileira. Enquanto para Tatto,
o PT deve trabalhar para consolidar uma candidatura própria com a apresentação
de um programa que defenda o governo Lula e a negociação de uma aliança com os
partidos de centro-esquerda que já fazem parte da coalizão atual.
Atual presidente e candidato à reeleição,
Berzoini defendeu a implementação de propostas definidas pelo 3ª Congresso
Nacional do PT, como a instauração de um sistema de comunicação de massa e a
realização do congresso da juventude petista. Ele disse que o partido tem
condições políticas de chegar a 2008 com um potencial “gritante”. “A força do PT
reside na sua militância, na sua força sindical”, opinou.
Para Jilmar Tatto, que prometeu dar uma
“chacoalhada” no partido e apoiar o governo Lula de forma incondicional, o
partido precisa passar por uma renovação. “A tendência ‘Construindo um novo
Brasil’, do atual presidente, não consegue mais elaborar políticas para o
governo. Ela se esgotou, não está mais fazendo bem à democracia”, criticou.